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Governo de Donald Trump não planeja apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil, aponta Reuters

Segundo a agência Reuters, governo de Donald Trump descarta apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil para evitar nova crise diplomática.

Redação•30 de out. de 2026, 10:30
Governo de Donald Trump não planeja apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil, aponta Reuters
Imagem: site

Governo de Donald Trump não planeja apoiar Flávio Bolsonaro como líder do Brasil, aponta Reuters

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O governo de Donald Trump não tem a intenção de apoiar a alegação do senador Flávio Bolsonaro (PL) de que seria o líder legítimo do Brasil. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 30, pela agência Reuters, com base em relatos de uma autoridade americana e de outra pessoa a par do assunto, que falaram sob condição de anonimato.

Apesar de o jornal The New York Times ter noticiado que Trump e integrantes de sua equipe auxiliaram Flávio Bolsonaro a deixar o território brasileiro, o presidente dos Estados Unidos não planeja, neste momento, respaldar as ambições políticas do parlamentar. A posição, que ainda pode passar por alterações, é interpretada como uma tentativa de evitar uma nova crise diplomática com o Brasil, após meses de atritos entre as administrações.

Saída do Brasil e articulação nos EUA

A partida de Flávio Bolsonaro do país ocorreu após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes do senador a pedido da Polícia Federal. O parlamentar é investigado por suspeitas de participação em dois esquemas de lavagem de dinheiro e nega a existência de irregularidades.

A viagem foi organizada de forma apressada. Às 22h50 de terça-feira, 27, Flávio, acompanhado da esposa e de duas filhas, atravessou uma ponte em direção ao norte da Argentina. Cerca de 40 minutos depois, o grupo embarcou em um avião fretado com destino a Miami, nos Estados Unidos, fazendo uma escala em Guayaquil, no Equador.

  • Durante o trajeto, o senador manteve contato com autoridades americanas, conforme uma das fontes da Reuters.
  • Jason Miller, assessor de Trump ligado à família Bolsonaro, teria ajudado na organização do voo a partir da Argentina.
  • O secretário de Estado americano, Marco Rubio, recomendou a Trump que autorizasse a entrada da família no país.
  • O Departamento de Estado e o Departamento de Segurança Interna discutiram o melhor formato legal, resultando na concessão de uma autorização temporária de parole humanitária.

Relação bilateral e impacto na oposição

O presidente americano declarou recentemente que a eleição brasileira deixou uma “péssima impressão” e parecia “manipulada”, mas pontuou que não havia apoiado nenhum dos candidatos durante a campanha e que mantém uma boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito por uma margem de 3,5 pontos percentuais. Trump afirmou a jornalistas na segunda-feira que gosta de Lula e se dá muito bem com ele.

Analistas e fontes apontam que a decisão de Trump de evitar um endosso público decorre de razões estratégicas, visto que tentativas passadas de impulsionar Flávio acabaram beneficiando Lula, que utilizou o apoio americano para acusar Washington de interferência interna. Para a oposição brasileira, a autoexílio de Flávio fragiliza o grupo político e deixa a direita sem um nome claro para liderar a oposição a Lula na preparação para o início de um quarto mandato presidencial.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/trump-nao-pretende-apoiar-flavio-bolsonaro-como-lider-do-brasil-diz-reuters/

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