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Juros futuros sobem puxados por petróleo e Treasuries

Taxas de DIs de longo prazo fecharam em alta nesta quarta-feira (7), influenciadas pelo petróleo e pelos rendimentos dos Treasuries.

Redação•07 de out. de 2026, 19:30
Juros futuros sobem puxados por petróleo e Treasuries
Imagem: site

Juros futuros sobem puxados por petróleo e Treasuries

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As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de longo prazo fecharam a quarta-feira (7) com altas modestas, enquanto as taxas de curto prazo ficaram mais próximas da estabilidade. O movimento ocorreu após as taxas despencarem nos dois dias anteriores na esteira do resultado do primeiro turno da eleição brasileira.

Além da disputa eleitoral no país, a curva de juros foi influenciada pelos preços do petróleo e pelos rendimentos dos Treasuries de longo prazo, que registraram alta. No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 ficou em 12,600%, registrando baixa de 1 ponto-base em relação ao ajuste anterior de 12,613%. Já na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 encerrou em 12,79%, alta de 6 pontos-base frente aos 12,732% da sessão prévia.

Na segunda e na terça-feira, a taxa do DI para janeiro de 2035 havia despencado um total de 140 pontos-base. O recuo refletiu a euforia dos investidores diante da liderança do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno. A percepção de boa parte do mercado é de que a vitória de Flávio no Planalto aumentaria as chances de maior controle das contas públicas, embora o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste fiscal. O equilíbrio fiscal abre espaço para juros mais baixos, reduzindo os prêmios na parte longa da curva.

Especialistas da XP alertam para a necessidade de propostas concretas. Em relatório, Maria Paolantoni, Mayara Rodrigues e Lucas Genoso destacaram que a continuidade do fechamento dos prêmios dependerá de os candidatos apresentarem planos executáveis para a política fiscal. Segundo eles, ainda há incertezas sobre as equipes econômicas e as medidas para assegurar a sustentabilidade da dívida pública.

Apesar das incertezas, a expectativa em torno de Flávio reduziu os prêmios na curva desde o domingo. Contudo, na quarta-feira, a parte longa subiu influenciada pelo avanço dos Treasuries e do petróleo Brent, que operou em alta na maior parte do dia devido às preocupações com os efeitos econômicos da guerra no Oriente Médio. À tarde, os Treasuries e o petróleo perderam força — com o Brent chegando a cotar abaixo de US$ 100 o barril —, mas as taxas longas dos DIs mantiveram-se no território positivo.

No cenário internacional, a ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada às 15h, indicou divisão entre as autoridades do banco central norte-americano em setembro sobre os fundamentos para o aumento de juros. Para Leonardo Mendes, economista da Manchester, a mensagem aponta que os juros nos EUA seguirão elevados por mais tempo, o que gera maior competição por capital internacional e pode limitar a valorização de moedas e o fechamento de curvas locais em mercados emergentes como o Brasil.

No trecho curto da curva brasileira, as taxas registraram viés de baixa, refletindo a possibilidade de o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central cortar a Selic — atualmente em 13,75% — em novembro e também em dezembro, dependendo do resultado eleitoral. Dados da B3 de segunda-feira mostravam 80,5% de chance de corte de 25 pontos-base em novembro, contra 11% de probabilidade de redução de 50 pontos-base e 6,5% de manutenção. Para dezembro, as apostas indicavam 43% para corte de 25 pontos-base, 39,24% para redução de 50 pontos-base e 10,53% de manutenção.

No exterior, às 16h41, o rendimento do Treasury de dez anos subia 1 ponto-base, a 5,284%, enquanto o petróleo Brent registrava alta de 0,36%, cotado a US$ 100,94 o barril.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/juros-futuros-sobem-puxados-por-petroleo-e-rendimentos-dos-treasuries/

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