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Malafaia agradece Fachin após recuperar passaporte e critica Moraes

Pastor Silas Malafaia comemorou arquivamento de investigação, agradeceu a Edson Fachin e Paulo Gonet, mas voltou a criticar Alexandre de Moraes.

Redação•27 de out. de 2026, 20:30
Malafaia agradece Fachin após recuperar passaporte e critica Moraes
Imagem: site

Malafaia agradece Fachin após recuperar passaporte e critica Moraes

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O pastor Silas Malafaia manifestou agradecimento, nesta terça-feira (27), ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, após a decisão que determinou o arquivamento de uma investigação contra ele e a revogação de medidas cautelares.

A determinação de Fachin, assinada na segunda-feira (26), atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão concluiu que não havia provas suficientes sobre a participação do pastor em uma tentativa de coagir autoridades brasileiras. Com o encerramento do caso, o ministro ordenou a devolução dos bens apreendidos durante as apurações, o que inclui o passaporte e cadernos com anotações teológicas, além de liberar o religioso da proibição de deixar o país.

Em um vídeo enviado à CNN Brasil, gravado dentro de um veículo ao lado do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do partido na Câmara, Malafaia celebrou a medida. “Eu aprendi uma coisa, eu aprendi a ser grato. Todo mundo aqui sabe que eu sou duro com críticas. O que eu já critiquei o Fachin e o Paulo Gonet não é brincadeira. Mas eu quero agradecer aos dois pela justiça que está sendo feita”, afirmou o pastor.

Apesar dos agradecimentos a Fachin e Gonet, Malafaia retomou os ataques contra o ministro Alexandre de Moraes, a quem chamou de ditador, classificando a decisão judicial como uma resposta a perseguições.

Investigação e apreensão

O passaporte de Silas Malafaia havia sido retido em 20 de agosto de 2025, no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, quando ele retornava de uma viagem a Portugal. Na ocasião, o pastor foi alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada a apurações sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro e do influenciador Paulo Figueiredo nos Estados Unidos, que teriam pressionado autoridades brasileiras para interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Durante a investigação, o pastor ficou proibido de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados, como Jair e Eduardo Bolsonaro. Ao requerer o arquivamento, a PGR apontou que as mensagens examinadas indicavam que o pastor havia feito sugestões e oferecido apoio ao ex-presidente, mas sem comprovar que tais manifestações tivessem influenciado de fato a atuação de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo no exterior. Fachin acolheu o entendimento, embora tenha ressalvado que as apurações poderão ser retomadas caso apareçam novas provas.

Contexto político

A decisão favorável a Malafaia coincide com repercussões envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No mesmo dia, a Polícia Federal cancelou os passaportes do senador após ele não atender a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes para entregar os documentos em um prazo de 24 horas. A exigência ocorreu no âmbito de uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz, investigações nas quais o parlamentar nega irregularidades.

Em março de 2025, Malafaia havia criticado publicamente a decisão de Eduardo Bolsonaro de permanecer nos Estados Unidos, defendendo seu retorno ao Brasil. Posteriormente, o pastor mudou de posição e passou a justificar a permanência de Eduardo sob a alegação de perseguição judicial. No vídeo divulgado nesta terça-feira, o pastor não comentou a saída nem a situação de Flávio Bolsonaro do país, encerrando a gravação com agradecimentos a quem orou por ele e pedidos de justiça para o Brasil.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/malafaia-agradece-fachin-apos-recuperar-passaporte-e-volta-a-atacar-moraes/

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