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Nunes Marques defende eleições seguras em discurso no TSE e descarta dúvidas sobre o pleito

Em discurso no TSE, o ministro Kassio Nunes Marques defendeu a segurança das eleições de 2026 e destacou a solidez da democracia brasileira.

Redação•27 de out. de 2026, 21:30
Nunes Marques defende eleições seguras em discurso no TSE e descarta dúvidas sobre o pleito
Imagem: site

Nunes Marques defende eleições seguras em discurso no TSE e descarta dúvidas sobre o pleito

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Durante a sessão plenária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizada nesta terça-feira (27), o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, fez um pronunciamento de agradecimento à Justiça Eleitoral. Dois dias após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o magistrado afirmou que o pleito reafirmou a solidez da democracia e a confiança da sociedade brasileira na instituição, classificando as eleições de 2026 como mais um ciclo eleitoral bem-sucedido.

Em sua fala, o ministro não mencionou diretamente as contestações feitas pelo candidato derrotado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), nem a decisão que prorrogou a votação no domingo. Nunes Marques atribuiu o resultado positivo ao empenho, à competência e ao elevado espírito público de magistrados, servidores, mesários e colaboradores do TSE, dos Tribunais Regionais Eleitorais e das zonas eleitorais, destacando que o êxito decorreu de um esforço conjunto, coordenado e harmonioso em todo o território nacional.

De acordo com os dados apresentados, cerca de 158 milhões de eleitores foram atendidos em 5.571 municípios, além de 186 cidades no exterior, distribuídos em 517.179 seções eleitorais. A operação contou com o envolvimento de 2.990 magistrados, 24.511 servidores, mais de 2 milhões de mesários e mais de 8.000 colaboradores. O comparecimento no primeiro turno ultrapassou 125,2 milhões de eleitores, representando 78,92% do eleitorado. No segundo turno, o comparecimento alcançou cerca de 128,2 milhões, com queda na abstenção para aproximadamente 19,2%, em comparação aos 21,08% registrados na etapa anterior.

O presidente do TSE também destacou a criação de novas estruturas para o pleito, a exemplo da Sala Nacional de Situação Climática, voltada ao monitoramento de riscos climáticos. Segundo ele, a articulação permanente entre as instâncias da Justiça Eleitoral garantiu a superação de desafios com agilidade e segurança.

Contexto da disputa e desdobramentos políticos

Na noite de domingo (25), logo após a confirmação do resultado, o senador Flávio Bolsonaro declarou que não reconheceria o pleito e que pediria a anulação da votação, apontando suposta interferência do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A crítica do senador mirava a decisão de Zanin que estendeu a votação até as 19h em razão de problemas no transporte de eleitores. Posteriormente, o ministro esclareceu que a medida se aplicava exclusivamente a seções que ainda não haviam encerrado o processo, sem reabertura de urnas já fechadas. Antes de seu pronunciamento público, Flávio havia sido informado da derrota por telefone pelo próprio Nunes Marques, que também comunicou a reeleição a Lula.

Na segunda-feira (26), a campanha do senador recuou da intenção de pedir a anulação da eleição. Integrantes da equipe informaram à CNN, sob reserva, que a estratégia mudou para a contestação de supostos abusos de poder político e econômico atribuídos à campanha petista, sem questionar a validade dos votos. Em um vídeo, Flávio afirmou que exigirá a cassação da chapa de Lula e mencionou a existência de um complexo industrial de fake news. O recuo ocorreu após o isolamento político da tese de contestação, uma vez que legendas como MDB, Republicanos, União Brasil e PSD manifestaram reconhecimento ao resultado.

Saída do país e passaporte cancelado

Nesta terça-feira (27), desdobramentos adicionais envolveram o senador. Uma fonte a par da situação informou à CNN que Flávio fugiu para os Estados Unidos, sem clareza sobre o local exato de desembarque. Um assessor do presidente americano, Donald Trump, declarou que o governo dos Estados Unidos autorizou a entrada do parlamentar e estava ciente do prazo estabelecido para a entrega de seu passaporte. Anteriormente, duas autoridades americanas haviam informado que vistos estavam sendo emitidos para o senador e sua família. Não há confirmação sobre eventual conversa entre Trump e Flávio antes da viagem.

Na segunda-feira (26), a Polícia Federal (PF) solicitou a entrega dos passaportes do senador, em atendimento a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que fixou o prazo limite para as 11h desta terça-feira. Diante do descumprimento do prazo, a corporação cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio e acionou autoridades argentinas devido ao risco de fuga.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/nunes-marques-defende-eleicoes-seguras-e-descarta-duvidas-sobre-o-pleito/

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