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Marília Campos afirma à CNN que contestação de Flávio Bolsonaro não surpreende

Em entrevista à CNN, a senadora eleita Marília Campos comentou a recusa de Flávio Bolsonaro em aceitar o resultado das eleições presidenciais de 2026.

Redação•26 de out. de 2026, 19:30
Marília Campos afirma à CNN que contestação de Flávio Bolsonaro não surpreende
Imagem: site

Marília Campos afirma à CNN que contestação de Flávio Bolsonaro não surpreende

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A senadora eleita por Minas Gerais, Marília Campos (PT), declarou em entrevista à CNN nesta segunda-feira (26) que não representa novidade o fato de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recusar-se a reconhecer o resultado das urnas. Flávio foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito do último domingo (25).

De acordo com a senadora eleita, a vantagem de votos obtida por Lula sobre Flávio foi expressiva, alcançando uma diferença de 4 milhões de sufrágios, o que, em sua avaliação, torna o resultado incontestável. "Foram 4 milhões de votos a mais. Acho que devemos seguir em frente e esperar os próximos passos deles. Eles têm uma dificuldade grande de respeitar o resultado", afirmou.

Marília também recordou a tentativa de golpe de Estado articulada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a transição governamental após sua derrota para Lula, apontando que o setor bolsonarista já havia questionado o processo eleitoral naquela ocasião, provocando um impacto severo à democracia.

Reações e contestações sobre o pleito

Após o término da votação de domingo, que garantiu um quarto mandato inédito a Lula, Flávio Bolsonaro declarou rejeição ao resultado das urnas e anunciou que ingressará com um pedido de anulação das eleições. O parlamentar argumenta que a determinação do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prorrogar o fechamento das urnas em duas horas em território nacional comprometeria a validade do pleito, citando ocorrências de escassez de transporte público e filas prolongadas em municípios como São Paulo e Salvador. Contudo, a própria campanha de Flávio havia solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão de duas horas na votação para localidades atingidas por fortes tempestades.

Desafios de governabilidade e panorama no Congresso

Durante a entrevista, Marília Campos comentou os obstáculos que Lula precisará administrar a partir de 2027 diante de um Congresso Nacional com forte oposição, especialmente no Senado Federal. O PL elegeu 19 senadores em 2026, totalizando 28 parlamentares na Casa Alta e assegurando a maior bancada para a próxima legislatura. O PT, por sua vez, elegeu seis nomes e contará com nove parlamentares.

"Lula teve dificuldade de governabilidade [do mandato atual], mas isso não impediu que aprovasse a PEC do fim da escala 6x1, vários projetos no Senado, como a política de minerais raros, fim das bets. Claro que temos eleitos, mas a direita tem fissuras, tem divergências", avaliou a senadora.

Por fim, a parlamentar eleita pontuou que o espectro político bolsonarista emergiu enfraquecido do pleito, apesar de ampliar sua representatividade no Legislativo, devido à falha em conquistar a Presidência da República.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/nao-e-novidade-que-flavio-questione-derrota-nas-urnas-diz-marilia-a-cnn/

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