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Marinha do Brasil amplia vigilância marítima e inaugura centro no Rio de Janeiro

Marinha do Brasil inaugura centro internacional de fusão de informações no Rio de Janeiro para ampliar a vigilância no Atlântico Sul.

Redação•05 de nov. de 2026, 06:30
Marinha do Brasil amplia vigilância marítima e inaugura centro no Rio de Janeiro
Imagem: site

Marinha do Brasil amplia vigilância marítima e inaugura centro no Rio de Janeiro

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A Marinha do Brasil expandiu sua capacidade de monitoramento no Atlântico Sul com a inauguração do Centro Internacional de Fusão de Informações (IFC Atlântico Sul). O novo centro foi ativado na terça-feira (3), no Rio de Janeiro, com o objetivo de identificar embarcações suspeitas, combater atividades ilícitas e proteger recursos naturais e instalações estratégicas.

A estrutura funcionará nas instalações do Comando de Operações Marítimas e Proteção da Amazônia Azul (COMPAAz) e reunirá dados de órgãos governamentais, empresas, guardas costeiras e marinhas estrangeiras. O cruzamento de informações permitirá detectar comportamentos atípicos de embarcações, riscos à segurança e possíveis ações clandestinas ou pesquisas não autorizadas.

De acordo com o contra-almirante Luciano Calixto de Almeida Junior, primeiro diretor do centro, a unidade "produzirá boletins periódicos, relatórios, estudos analíticos e análise sistemática do ambiente marítimo do Atlântico Sul, de forma a compartilhar todas essas informações com os parceiros estratégicos nacionais e internacionais". A cooperação internacional também foi reforçada em outubro com a assinatura de um memorando de entendimento entre a Marinha e o programa europeu EUCRIMARIO.

Área de abrangência e recursos estratégicos

O IFC Atlântico Sul cobrirá uma área de interesse de aproximadamente 40,3 milhões de quilômetros quadrados, englobando águas internacionais e zonas marítimas de diferentes países. Desse total, cerca de 5,7 milhões de quilômetros quadrados correspondem à Amazônia Azul, que abriga rotas comerciais, recursos pesqueiros, petróleo, gás e instalações vitais para a economia do país.

Entre os pontos de maior destaque está a Elevação do Rio Grande, formação submarina situada a cerca de 1.200 quilômetros da costa do Brasil que possui ocorrências de níquel, cobalto, platina e terras raras. A área é alvo de atenções e já registrou episódios como a abordagem de um navio de pesquisa alemão em 2023 por falta de autorização governamental, além da Operação Sentinela realizada entre agosto e setembro deste ano.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/marinha-amplia-vigilancia-de-area-rica-em-minerais-criticos-no-mar/

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