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Super El Niño atinge anomalia recorde em outubro e marca +2,47 ºC

Super El Niño de 2026 registra anomalia recorde de +2,47 ºC em outubro, conforme boletim do Inmet, elevando alertas globais de saúde e clima.

Redação•05 de nov. de 2026, 04:31
Super El Niño atinge anomalia recorde em outubro e marca +2,47 ºC
Imagem: site

Super El Niño atinge anomalia recorde em outubro e marca +2,47 ºC

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O Super El Niño de 2026 alcançou uma anomalia recorde no mês de outubro, registrando a marca de +2,47 °C. O fenômeno climático, considerado um dos mais devastadores das últimas décadas, foi apontado em boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) divulgado na terça-feira (3). Na última semana de outubro, a anomalia semanal chegou a +2,5 °C.

O meteorologista Leydson Dantas pondera que a comparação entre dados mensais e semanais exige cautela, pois eles representam períodos de referência distintos. Analisando o fenômeno por regiões no Pacífico Equatorial, a área conhecida como El Niño 3 registrou anomalia mensal de 3,56 °C. Os índices atuais aproximam-se dos observados no El Niño de 1982, que marcou +2,07 °C para outubro e se estendeu até o primeiro semestre de 1983. O evento climático atual começou a se configurar em junho de 2026 com um padrão de aquecimento rápido, e a Organização Meteorológica Mundial aponta a possibilidade de ele se tornar um dos maiores da história.

Levantamento da Lancet Countdown aponta que os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados. O relatório destaca que o El Niño severo ameaça intensificar os impactos climáticos e provocar crises humanitárias globais, tornando as mudanças climáticas uma emergência global de saúde que exige ações coordenadas para proteger a sobrevivência. Entre os riscos, o aumento das temperaturas e a umidade favorecem a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, além de elevarem o risco de mortes por desidratação e insegurança alimentar.

As projeções meteorológicas alertam para a elevação da temperatura global que pode alcançar o patamar crítico de 1,5 °C em 2030, limite estabelecido pelo Acordo de Paris de 2015 para evitar o agravamento da crise climática. A ONU aponta que, para mitigar o cenário, são necessários cortes de 18% nas emissões de gases de efeito estufa até 2030 e de 45% até 2035, além da contínua remoção de gás carbônico. O aquecimento global também contribui para o desequilíbrio das estações e intensificação de ondas de calor e poluição.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/ciencia/super-el-nino-atinge-anomalia-recorde-para-outubro-e-registra-o-maior-valor-da-historia-com-247-oc/

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