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Economia

Mercado financeiro busca proteção contra volatilidade antes do segundo turno

Investidores buscam proteção contra oscilações na bolsa às vésperas do segundo turno da eleição presidencial entre Flávio Bolsonaro e Lula.

Redação•24 de out. de 2026, 04:30
Mercado financeiro busca proteção contra volatilidade antes do segundo turno
Imagem: site

Mercado financeiro busca proteção contra volatilidade antes do segundo turno

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A proximidade do segundo turno da eleição presidencial elevou a busca de investidores por mecanismos de proteção contra oscilações na bolsa brasileira. O comportamento reflete a indefinição na disputa eleitoral apontada por pesquisas recentes, que mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Especialistas ouvidos pelo CNN Money destacam que a movimentação não indica descrença em uma vitória de Flávio Bolsonaro — que conta com maior simpatia da Faria Lima devido à expectativa de mudança na política fiscal —, mas funciona como uma medida preventiva contra a volatilidade esperada.

O reflexo dessa postura defensiva aparece com clareza nas opções do EWZ, principal fundo que replica ativos do Ibovespa em Wall Street. Os investidores utilizam contratos de compra (call), voltados para apostas de alta, e contratos de venda (put), indicativos de expectativa de queda.

De acordo com Beto Saadia, economista-chefe da Nomus, a razão put/cap — métrica que compara as posições em aberto — estava em aproximadamente 0,31 no início de outubro, antes do pleito. Nesta semana, o indicador avançou para 0,40, impulsionado pelo crescimento de posições em aberto em puts.

Em números absolutos informados nesta quinta-feira (22), havia mais de 12,7 milhões de contratos de EWZ em aberto, sendo mais de 9 milhões de calls e cerca de 3,6 milhões de puts. No dia 1º de outubro, o total era de cerca de 9,3 milhões de contratos, divididos entre 7,1 milhões de calls e 2,2 milhões de puts. Enquanto as opções de alta seguem como maioria ampla, a parcela de contratos de venda registrou alta de 63,6%, comparada ao crescimento de 27,4% na opção oposta.

Para Saadia, os dados demonstram uma busca por proteção diante de um cenário eleitoral visto como binário, caracterizado pela possibilidade de movimentos bruscos para cima ou para baixo. A estratégia assemelha-se à aquisição de um seguro para evitar perdas maiores.

Jerson Zanlorenzi, head da mesa de derivativos do BTG Pactual, corrobora que a procura por segurança evidencia cautela e não alteração nas projeções sobre o pleito. O executivo também relaciona o aumento de opções de venda ao rali verificado no Ibovespa após o primeiro turno, período em que o índice alcançou máxima histórica acima dos 209 mil pontos. O objetivo seria blindar os ganhos acumulados na etapa anterior.

A volatilidade implícita do EWZ subiu para cerca de 65 nesta semana, patamar equivalente ao registrado durante a pandemia de Covid-19 e quatro vezes superior à média de 18% das últimas 52 semanas. O cenário encarece o prêmio dos ativos e afasta a possibilidade de uma abertura tranquila para o mercado na próxima segunda-feira.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/mercado-reforca-seguro-contra-volatilidade-as-vesperas-do-2o-turno/

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