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Michelle Bolsonaro ganha espaço político após revés de Flávio

Com o desgaste político de Flávio Bolsonaro, ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ganha protagonismo e influência no PL, avalia colunista.

Redação•29 de out. de 2026, 00:30
Michelle Bolsonaro ganha espaço político após revés de Flávio
Imagem: site

Michelle Bolsonaro ganha espaço político após revés de Flávio

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A reorganização política da família Bolsonaro e a situação de Flávio Bolsonaro abrem caminho para um novo protagonismo de Michelle Bolsonaro. A avaliação foi feita pelo colunista Robson Bonin durante participação no programa VEJA em Foco, apresentado por Marcela Rahal.

Segundo o colunista, enquanto Flávio passou de um cenário de possível candidatura à presidência para o status de fugitivo após a derrota eleitoral, a ex-primeira-dama vive um momento mais favorável politicamente. O fortalecimento de Michelle foi associado aos resultados obtidos por candidatos que receberam seu apoio durante as eleições.

Robson Bonin afirmou que a construção dos próximos passos do PL e das lideranças do bolsonarismo contará com forte participação e influência de Michelle. No entanto, o colunista ponderou que a legenda e o clã não atuam de forma unificada.

As divisões internas no PL

O partido abriga dois grupos com interesses distintos. O primeiro é composto por aliados ideológicos da família Bolsonaro, que seguem os movimentos do clã sem questionamentos profundos. O segundo grupo possui um perfil mais pragmático, ligado à trajetória da sigla no Centrão.

De acordo com Bonin, a ala mais pragmática e fisiológica não deseja se envolver em iniciativas que contestem resultados eleitorais ou ampliem o confronto com o Judiciário, evitando os custos políticos e financeiros decorrentes desses embates. Esse equilíbrio entre a ala ideológica e a pragmática representa um desafio para os rumos do partido.

Relação com o STF e críticas ao Judiciário

Durante o programa, o colunista comentou a autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, visite Jair Bolsonaro. Bonin avaliou que o partido deve investir no desgaste do magistrado e criticou a rapidez na decisão sobre o recolhimento do passaporte de Flávio, apontando que a medida ocorreu sem oitiva prévia do Ministério Público. A defesa de Flávio pretendia apresentar argumentos contra o despacho, indicando supostos vícios no procedimento.

Marcela Rahal observou que a rapidez da medida pode fortalecer o discurso de perseguição política entre os apoiadores de Bolsonaro, mantendo o conflito com o Supremo no centro do debate e elevando a tensão sobre o futuro do PL.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/o-novo-papel-de-michelle-bolsonaro-apos-a-fuga-de-flavio/

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