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Observadores não viram incidentes no 1º turno, diz presidente do TSE

Presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques afirmou que missões de observação não relataram incidentes graves no primeiro turno das eleições de 2026.

Redação•24 de out. de 2026, 12:30
Observadores não viram incidentes no 1º turno, diz presidente do TSE
Imagem: site

Observadores não viram incidentes no 1º turno, diz presidente do TSE

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, declarou neste sábado (24) que as missões de observação que acompanharam o primeiro turno das eleições de 2026 não apontaram registros de incidentes graves nas regiões visitadas.

Em pronunciamento direcionado a embaixadores e delegados de organismos internacionais na véspera da realização do segundo turno, agendado para este domingo (25), o magistrado destacou que os relatórios preliminares apresentados por equipes nacionais e internacionais exibiram análises amplamente convergentes. Conforme o chefe do TSE, os grupos relataram um pleito majoritariamente calmo e estruturado nos pontos fiscalizados.

Kassio mencionou entidades como a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlasul, o Centro Carter e a União Interamericana de Órgãos Eleitorais (Uniore). Segundo o ministro, tais organizações reconheceram a competência operacional da Justiça Eleitoral, a operação das urnas eletrônicas, o treinamento dos mesários, as ferramentas de auditoria e a clareza nos processos de transmissão, totalização e divulgação dos dados apurados.

Durante o evento, o titular do TSE informou que 125,2 milhões de cidadãos compareceram aos locais de votação no primeiro turno, quantitativo que supera o registrado no mesmo período do pleito de 2022. O ministro pontuou que, embora a Justiça Eleitoral administre e resguarde o procedimento, a condução do pleito pertence à população brasileira.

“É para o eleitor, para sua liberdade e para seu direito de escolher o próprio futuro que trabalhamos. Que o segundo turno confirme esse compromisso e que cada eleitor encontre as condições necessárias para exercer seu direito”, afirmou o ministro.

Ressalvas apontadas pela OEA

Em documento publicado no dia 6 de outubro, a delegação da OEA, liderada pelo ex-secretário-geral José Miguel Insulza, validou a competência técnica, logística e administrativa da Justiça Eleitoral brasileira, classificando a votação de 4 de outubro como organizada e desprovida de ocorrências de maior gravidade.

Entretanto, o relatório da OEA incluiu observações que ficaram de fora do discurso proferido por Kassio Nunes Marques no sábado. O texto cita um cenário de intensa polarização política, processos de judicialização e desentendimentos pessoais ao longo do período eleitoral, além da disseminação de narrativas de desinformação com o objetivo de minar a credibilidade das urnas eletrônicas. A missão também apontou a falta de debates entre os postulantes à Presidência durante a primeira etapa da disputa.

“Diversos grupos políticos também transmitiram à MOE/OEA sua preocupação com a circulação, nas redes sociais, de desinformação, notícias falsas e publicações com conteúdo violento e que incitam ao ódio, apesar dos controles vigentes por parte da Justiça Eleitoral para prevenir a desinformação”, pontua o documento oficial da organização.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/kassio-diz-que-observadores-nao-identificaram-incidentes-no-1o-turno/

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