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Petróleo fecha em queda após corte de ajuda dos EUA a Israel

Cotações do petróleo fecharam em baixa nesta terça-feira, pressionadas por sinais diplomáticos, corte de ajuda dos EUA a Israel e eleições de meio de mandato.

Redação•03 de nov. de 2026, 20:30
Petróleo fecha em queda após corte de ajuda dos EUA a Israel
Imagem: site

Petróleo fecha em queda após corte de ajuda dos EUA a Israel

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O mercado de petróleo encerrou a sessão de terça-feira (3) em baixa, ampliando as perdas registradas no dia anterior. A commodity operou em patamar volátil, influenciada por novos bombardeios no Oriente Médio ocorridos durante a madrugada, sinais de avanços diplomáticos com vistas ao encerramento do conflito e repercussões sobre o corte de assistência financeira dos Estados Unidos a Israel. Paralelamente, os investidores acompanharam o desfecho das eleições de meio de mandato norte-americanas.

Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o contrato do petróleo Brent para janeiro registrou retração de 1,11%, o equivalente a US$ 1,17, encerrando cotado a US$ 103,60 o barril. Na Nymex, o petróleo WTI para dezembro recuou 0,38%, o que representa uma baixa de US$ 0,37, fechando a US$ 96,09 o barril.

Movimentações diárias e cenário geopolítico

Nas primeiras horas do dia, a commodity operava em alta, impulsionada pela avaliação de ataques perpetrados pelos Estados Unidos contra alvos iranianos localizados no Estreito de Ormuz. No entanto, os preços inverteram a direção e passaram a cair ainda durante a manhã, após a publicação pelo veículo Al-Araby Al-Jadeed de que os EUA teriam aprovado a minuta de um memorando de entendimento com o Irã.

De forma simultânea, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou na terça-feira que encerrará, no final do ano, a ajuda financeira de US$ 4 bilhões concedida pelo seu governo a Israel. A justificativa apresentada foi a de que o território israelense não necessita mais dessa assistência e possui capacidade para adquirir seu próprio armamento.

Apesar da repercussão dos entendimentos, o lado iraniano demonstrou reservas. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, manifestou que a posição oficial do país é de "máxima cautela e total pessimismo" no que tange a qualquer processo de negociação diplomática.

Análise de mercado e eleições nos EUA

Conforme avaliação da XS.com, a resposta dos preços do petróleo sugere que o mercado reduziu a importância atribuída aos bombardeios americanos em território iraniano. Para a consultoria, os ataques não configuraram uma escalada em um cenário onde o mercado já precificava riscos elevados de contágio. Especialistas ponderam, contudo, que faltam fundamentos sólidos para sustentar o otimismo em relação às tratativas, o que pode restringir a durabilidade da queda nas cotações.

Na mesma direção, o banco ING avaliou que ainda é prematuro afastar riscos de uma nova escalada no conflito regional, embora tenha ressaltado que progressos efetivos nas conversas diplomáticas imporiam maior pressão de baixa sobre os preços.

Nos Estados Unidos, o encerramento da votação das eleições de meio de mandato ocorreu na terça-feira sob incertezas acerca da composição da maioria parlamentar no Congresso. Segundo o Swissquote, o fator determinante para o mercado petroleiro será a capacidade do resultado eleitoral de promover o alinhamento das forças políticas, viabilizando a normalização da oferta ou afastando tal cenário.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/petroleo-fecha-em-queda-com-corte-de-ajuda-dos-eua-a-israel/

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