Investigações sobre aplicações financeiras
Desde a primeira fase da operação contra o Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro, deflagrada em novembro de 2025, a Polícia Federal mirou sete institutos de Previdência que realizaram aportes na instituição. As ações abrangeram fundos situados em seis Estados: Rio de Janeiro, Amapá, Alagoas, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.
Segundo as apurações, a maioria das aplicações foi feita em letras de crédito desprovidas de cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), configurando operações de risco elevado. Em contrapartida, os entes governamentais eram atraídos por promessas de retornos financeiros superiores às médias do mercado.
O caso Rioprevidência
O Rioprevidência, fundo responsável pela previdência dos servidores públicos do Rio de Janeiro, é o foco de maior impacto nas investigações, tendo sido alvo de três ações. A Polícia Federal apura um montante de R$ 3 bilhões em investimentos no Banco Master. As operações "Barco de Papel" e "Compliance Zero" examinam, respectivamente, R$ 970 milhões aplicados entre outubro de 2023 e julho de 2024, e R$ 2,01 bilhões aportados a partir de julho de 2024.
Contexto da Operação Compliance Zero
O caso tramita atualmente no STF sob relatoria do ministro André Mendonça. Daniel Vorcaro, fundador do banco, encontra-se detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e negocia uma delação premiada. Desde novembro de 2025, o processo avançou por nove fases, envolvendo figuras públicas, ex-gestores e a apuração de esquemas de propina, lavagem de dinheiro, intimidação e vazamento de informações sigilosas. Entre os alvos ao longo das fases estiveram o ex-governador Cláudio Castro, o senador Ciro Nogueira e o senador Jaques Wagner.
