Neste sábado (24), os candidatos à Presidência realizaram as últimas agendas de campanha para o segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto. O candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concluiu suas atividades no Rio de Janeiro, ao passo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou sua campanha no estado de São Paulo.
Em análise concedida ao CNN Eleições, o analista de Política da CNN Pedro Venceslau avaliou que as intensas mobilizações de rua protagonizadas pelos dois grupos políticos demonstram que, qualquer que seja o desfecho do pleito, o próximo presidente da República assumirá o cargo com uma oposição firmemente articulada a partir de 26 de outubro.
Despertamento político no segundo turno
Venceslau apontou que a primeira etapa do processo eleitoral foi caracterizada por um baixo interesse do eleitorado, cenário em que o tema quase não era debatido antes da proximidade da Copa do Mundo. Em contrapartida, a fase atual da disputa gerou uma reativação expressiva de ambas as frentes. O analista destacou que os atos públicos vistos recentemente representam as maiores mobilizações desde o período da redemocratização.
Cenários para o campo derrotado
Na avaliação do especialista, caso o setor de esquerda seja derrotado nas urnas, o principal obstáculo será a definição de um novo nome para suceder Lula. Tal articulação precisará iniciar imediatamente para garantir relevância política em pleitos futuros. O cenário também exigirá a resolução de impasses envolvendo o PSOL — que ficou abaixo da cláusula de barreira — e o PSB, apontado como a segunda maior legenda de esquerda no país.
Por outro lado, se Flávio Bolsonaro for o derrotado, a projeção é de que o espectro da direita mantenha sua coesão em torno do bolsonarismo, visto que não há outro expoente de igual proporção nesse segmento. O analista pontuou, contudo, o surgimento de novos nomes durante o pleito, a exemplo de Nikolas Ferreira (PL-MG), com atuação de destaque nacional, e André Fernandes (PL-CE), fundamental para impulsionar os grandes atos do segundo turno.
Adicionalmente, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), reconduzido ao cargo ainda no primeiro turno em São Paulo, desponta como um forte candidato natural à Presidência na hipótese de Flávio Bolsonaro cumprir o compromisso de abolir a reeleição. Outros nomes apontados como lideranças em ascensão foram Jorginho Melo (PL), reeleito em Santa Catarina, e Douglas Ruas (PL), no Rio de Janeiro.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/analise-presidente-eleito-tera-oposicao-mobilizada/
