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Psoríase: doença inflamatória vai além da pele e eleva riscos cardíacos

Estudo e especialistas alertam que a psoríase afeta o organismo de forma ampla, elevando riscos de problemas cardíacos e metabólicos.

Redação•02 de nov. de 2026, 00:30
Psoríase: doença inflamatória vai além da pele e eleva riscos cardíacos
Imagem: site

Psoríase: doença inflamatória vai além da pele e eleva riscos cardíacos

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A psoríase é amplamente conhecida por provocar sintomas cutâneos como manchas avermelhadas, coceira e descamação, mas especialistas alertam que a condição vai muito além da pele. A doença inflamatória crônica e não contagiosa está ligada a alterações no funcionamento do sistema imunológico que aceleram a renovação celular, provocando o acúmulo de células na superfície cutânea.

De acordo com o dermatologista Ricardo Romiti, coordenador do Ambulatório de Psoríase do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), a enfermidade atinge cerca de 1,3% dos brasileiros e pode surgir em qualquer idade, embora seja frequente entre adultos jovens. Romiti destaca que a inflamação persistente repercute em outros órgãos e sistemas, intensificando riscos de enfermidades metabólicas e cardiovasculares — especialmente em quadros moderados a graves.

A condição está associada a maiores riscos de obesidade, hipertensão arterial, diabetes, além de alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos. Outra manifestação relacionada é a artrite psoriásica, que atinge cerca de um terço dos portadores da doença e causa inflamação nas articulações.

Impacto na saúde mental e estigma

O impacto da psoríase também alcança a saúde mental dos pacientes. Lesões visíveis, descamação e o preconceito prejudicam a autoestima e as relações sociais, favorecendo quadros de ansiedade, depressão e isolamento. O dermatologista aponta que é comum o relato de discriminação motivada pela falsa crença de que a psoríase é contagiosa, além de desconfortos diários, como a descamação visível nas roupas.

Tratamento e acompanhamento multidisciplinar

O diagnóstico é essencialmente clínico, realizado por dermatologistas por meio da avaliação das lesões e do histórico clínico. Embora não tenha cura, a enfermidade pode ser controlada com abordagens individualizadas conforme a gravidade:

  • Quadros leves: indicação de hidratantes, medicamentos tópicos como pomadas e exposição solar orientada.
  • Quadros moderados a graves: podem exigir fototerapia ou medicamentos sistêmicos (orais ou injetáveis) que atuam no processo inflamatório, a exemplo de medicamentos orais inibidores da enzima PDE4.

O acompanhamento pode exigir a participação de outros especialistas, como reumatologistas e endocrinologistas, para cuidar de comorbidades associadas. A conscientização sobre a doença e suas manifestações é apontada como ferramenta fundamental para combater o estigma e incentivar a busca por atendimento adequado.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/psoriase-nao-atinge-so-a-pele-e-aumenta-risco-de-problemas-no-coracao/

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