NewsHub
Economia

Seguro auto digital desafia proteção veicular com novas facilidades

Avanço de insurtechs e seguro digital com foco em acessibilidade e novas tecnologias desafia o mercado tradicional de proteção veicular.

Redação•28 de out. de 2026, 09:30
Seguro auto digital desafia proteção veicular com novas facilidades
Imagem: site

Seguro auto digital desafia proteção veicular com novas facilidades

Ouça esta matéria em voz alta

O mercado de proteção veicular, sistema baseado em rateio de prejuízos gerido por associações e cooperativas sem fins lucrativos, tem visto sua relevância mudar diante do avanço das insurtechs no setor de seguros. Tradicionalmente procurada por condutores que não conseguiam aprovação no mercado convencional ou buscavam custos iniciais menores, a proteção veicular diferencia-se do seguro tradicional principalmente pela regulamentação oficial, pelas garantias financeiras de pagamento e pela previsibilidade de custos.

Enquanto o seguro auto é uma apólice individual respaldada por uma instituição financeira fiscalizada pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), a modalidade de proteção veicular não possui fiscalização da SUSEP nem do Banco Central. Nesse segundo modelo, o risco é dividido entre os associados por meio de um Termo de Adesão e Regulamento Interno, o que significa que, em meses com maior incidência de roubos e acidentes, o valor da mensalidade pode subir para cobrir os prejuízos do grupo.

Com a evolução de insurtechs como a Loovi — que comercializa planos da LTI Seguros S.A., seguradora autorizada pela SUSEP —, o mercado digital passou a unir a acessibilidade financeira típica da proteção veicular com a segurança jurídica do seguro tradicional. Entre as vantagens destacadas pelas empresas digitais estão a ampla aceitação de veículos, incluindo carros antigos, modificados, elétricos e usados em aplicativos de transporte, além de dispensa de análise de perfil invasiva, substituída por vistoria prévia por fotos analisadas por inteligência artificial.

Diferenças operacionais e prazos de indenização

As duas modalidades também divergem de maneira significativa na hora do acionamento e no cumprimento de prazos:

  • Seguro Auto: O aviso de sinistro em insurtechs como a Loovi é feito de forma 100% digital por aplicativo ou WhatsApp oficial, com envio de fotos e Boletim de Ocorrência pelo celular e triagem automatizada por inteligência artificial. A legislação da SUSEP estabelece um prazo máximo de 30 dias para o pagamento da indenização integral após a entrega da documentação, respaldado por reservas financeiras obrigatórias auditadas pelo governo.
  • Proteção Veicular: O atendimento costuma exigir contato presencial, telefônico ou o preenchimento de formulários físicos e PDFs enviados por e-mail, além da exigência de documentos adicionais, como o boletim de ocorrência original registrado em cartório ou assinado à mão. O modelo não possui prazo legal fixo — sendo determinado pelo regulamento interno da associação, que pode estipular 60, 90 dias ou mais — e o pagamento depende diretamente do saldo disponível no caixa do mês ou da arrecadação das cotas dos demais associados.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/protecao-veicular-uma-modalidade-que-esta-ficando-no-passado/

Compartilhar