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Trump admite influência da guerra no Irã após derrota republicana nas eleições

O presidente Donald Trump afirmou que a guerra no Irã impactou a derrota dos republicanos nas eleições de meio de mandato, que deram o controle do Congresso aos democratas.

Redação•04 de nov. de 2026, 03:30
Trump admite influência da guerra no Irã após derrota republicana nas eleições
Imagem: site

Trump admite influência da guerra no Irã após derrota republicana nas eleições

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O presidente Donald Trump admitiu publicamente que o conflito no Irã teve influência direta nas derrotas sofridas pelos republicanos durante as Eleições de Meio de Mandato realizadas na última terça-feira (3). De acordo com projeções da equipe de análise de dados da CNN, os democratas conquistaram o controle tanto da Câmara quanto do Senado em um resultado histórico e expressivo, posicionando-se para desafiar a agenda legislativa do governo.

Em declaração concedida à Fox News, Trump pontuou sobre o cenário eleitoral: "Provavelmente, as pessoas não estavam dispostas a aceitar a consequência de curto prazo do preço da gasolina". O presidente acrescentou na mesma ocasião: "Mas ao mesmo tempo entenderam a importância do que eu fiz em relação ao Irã".

Diante do revés para a legenda republicana, Trump confirmou que acatará os resultados do pleito, repetindo o posicionamento que já havia externado ao jornal The New York Times. Contudo, o mandatário declarou que pretende vetar eventuais propostas legislativas apresentadas pelos democratas que considere inadequadas. "Eles mandam coisas absurdas, e eu veto", afirmou. "E depois de alguns meses de vetos, eles ligam e perguntam: 'Como podemos fazer isso acontecer?' E aí trabalhamos juntos." O presidente também refutou quaisquer planos de promover alterações em seu gabinete.

Avanço histórico dos democratas no Congresso

As projeções apontam que os democratas asseguraram o domínio de ambas as casas legislativas aproveitando-se da impopularidade histórica do presidente Donald Trump, cuja administração operava sem restrições há dois anos com o apoio do Congresso. Para alcançar a maioria, o partido superou redutos tradicionalmente republicanos, elegendo representantes em estados que não votavam em democratas há longos períodos.

Entre os resultados destacados estão:

  • Conquista de uma vaga no Senado pela Carolina del Sul, estado vencido por Trump em 2024 com vantagem de 18 pontos percentuais;
  • Vitória no Texas, que não elegia um democrata para cargo estadual desde 1994;
  • Triunfo no Kansas, estado sem um senador democrata desde 1932;
  • Vitórias adicionais em Ohio e Iowa.

O encerramento do ciclo eleitoral marca o fim de um período de 22 meses caracterizado pela forte atuação executiva de Trump. A transição ocorre após apenas duas ocasiões de mudança simultânea no controle de ambas as câmaras legislativas nos últimos 50 anos.

Fatores e impactos institucionais

Levantamentos e análises indicam que entre os principais motivadores do revés republicano estão a inflação, as tarifas implementadas por Trump, a guerra no Irã e o escrutínio dos eleitores sobre a conduta e o enriquecimento pessoal do presidente. Dados de pesquisas da CNN apontam que mais de seis em cada dez eleitores desaprovam Trump, com mais da metade manifestando forte rejeição. Além disso, dois terços dos consultados avaliaram que suas políticas agravaram a economia.

Apesar de a vitória democrata na câmara baixa ser considerada previsível — visto que precisavam de apenas três cadeiras e o partido no poder historicamente perde espaço nas midterms —, a conquista do Senado surpreendeu. A margem exata das maiorias segue em apuração final.

Especialistas avaliam que a maioria conquistada enfrentará barreiras estruturais, como a exigência de 60 votos para aprovação de propostas no Senado e a ameaça de veto presidencial, o que dificulta a implementação de pontos centrais da agenda democrata. Por outro lado, o controle legislativo amplia o poder de investigação por meio de intimações e concede aos democratas a prerrogativa de bloquear indicações judiciais de Trump, incluindo eventuais vagas na Suprema Corte.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/trump-reconhece-impacto-da-guerra-no-ira-na-derrota-republicana/

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