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Aliados de Lula derrotados nas urnas geram expectativa por cargos no governo em 2027

Aliados de Lula derrotados nas eleições de 2026 buscam vagas no alto escalão para o governo de 2027, gerando desafio de acomodação para o presidente.

Redação•27 de out. de 2026, 13:30
Aliados de Lula derrotados nas urnas geram expectativa por cargos no governo em 2027
Imagem: site

Aliados de Lula derrotados nas urnas geram expectativa por cargos no governo em 2027

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta o desafio de acomodar diversos aliados que foram derrotados nas eleições e buscam vagas em ministérios e postos de alto escalão para a gestão que se inicia em 2027. O grupo de cotados engloba ex-integrantes do primeiro escalão que deixaram suas pastas para disputar pleitos em 2026, mas não obtiveram êxito.

Entre os nomes que deixaram cargos ministeriais para concorrer estão Fernando Haddad e Márcio França, que disputaram o governo de São Paulo e sofreram derrotas no primeiro turno. A relação também conta com ex-titulares que tentaram vagas no Congresso em outubro sem sucesso: Simone Tebet (Planejamento), Marina Silva (Meio Ambiente), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Pimenta (Secom) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).

O revés nas urnas também atingiu outros parceiros políticos fora da Esplanada dos Ministérios. No Rio de Janeiro, Eduardo Paes e Benedita da Silva foram derrotados nas disputas ao governo estadual e ao Senado, respectivamente. Em Pernambuco, João Campos perdeu a corrida pelo governo estadual, enquanto Patrus Ananias não venceu a disputa ao Executivo de Minas Gerais. No Senado, Soraya Thronicke (Mato Grosso do Sul) e Randolfe Rodrigues (Amapá) não conseguiram renovar seus mandatos.

Aliados vitoriosos e novas pastas

Em contrapartida, figuras que saíram vitoriosas das urnas e tiveram papel de destaque na campanha presidencial do PT também são cotadas para ganhar maior evidência no novo governo. O deputado federal reeleito André Janones destacou-se na estratégia digital da campanha, enquanto Rafael Fonteles, reeleito governador do Piauí, atuou como um dos coordenadores da disputa ao Planalto. Já Camilo Santana, que exerceu o mandato de senador até 2031 e comandou o Ministério da Educação no último quadriênio, pode permanecer na pasta a partir de 2027.

Para solucionar a escassez de espaço na Esplanada dos Ministérios — administração que já operou com 39 pastas, a maior marca da história do país —, o governo avalia a criação de um novo ministério. Uma das promessas de campanha de Lula é a fundação do Ministério da Segurança Pública, atualmente vinculado à pasta da Justiça.

Fonte: https://veja.abril.com.br/brasil/a-legiao-de-aliados-de-lula-que-perderam-nas-urnas-e-podem-ganhar-um-ministerio-em-2027/

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