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Ansiedade responde por 40% dos afastamentos de trabalho por saúde mental no Brasil

Levantamento da ANAMT aponta que a ansiedade responde por 40% dos afastamentos trabalhistas por saúde mental no Brasil, com alta nos custos e novas regras regulatórias.

Redação•03 de nov. de 2026, 00:30
Ansiedade responde por 40% dos afastamentos de trabalho por saúde mental no Brasil
Imagem: site

Ansiedade responde por 40% dos afastamentos de trabalho por saúde mental no Brasil

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A ansiedade consolidou-se como o principal motivo para o afastamento de trabalhadores em razão de transtornos mentais no Brasil, alcançando cerca de 40% do total de ausências registradas, de acordo com dados levantados pela ANAMT (Associação Nacional de Medicina do Trabalho).

Enquanto a ansiedade lidera as estatísticas, a Síndrome de Burnout — condição associada ao esgotamento profissional — apresentou o crescimento mais expressivo, com seus registros triplicando no último ano. Os transtornos de ansiedade manifestam-se por meio de medo excessivo, preocupação contínua e uma sensação permanente de ameaça. No cotidiano corporativo, tais quadros costumam vincular-se a sobrecargas, exigências rigorosas por metas, jornadas prolongadas e instabilidade na rotina, elementos que estimulam o avanço gradual do Burnout.

O cenário geral de afastamentos superiores a 15 dias motivados por questões psicológicas registrou uma alta expressiva de 79%, passando de 219.850 concessões em 2023 para 393.670 em 2025. O impacto financeiro decorrente desses afastamentos atinge a marca de R$ 954 milhões.

O tema integra a pauta principal do 23º Congresso da ANAMT, realizado em parceria com a SBMT (Sociedade Baiana de Medicina do Trabalho). O encontro ocorre no Centro de Convenções de Salvador, entre a próxima terça-feira (3) e sexta-feira (6).

Debates regulatórios e riscos psicossociais

A programação do congresso em Salvador também abrange discussões acerca da reformulação da NR-1 (Norma Regulamentadora 01). Com a publicação da Portaria nº 765/2025 pelo Ministério do Trabalho, os riscos psicossociais foram oficialmente integrados ao gerenciamento de riscos ocupacionais, com vigência iniciada em maio deste ano.

Com a alteração, fatores capazes de comprometer a saúde mental dos empregados passam a integrar as obrigações preventivas das companhias, ao lado dos riscos tradicionais de natureza física, química e ergonômica. A normativa abrange situações como assédio moral, sobrecarga laboral, jornadas estendidas, cobranças excessivas e falhas na organização das tarefas. Empresas que deixarem de mapear e analisar tais fatores de risco ficam sujeitas a penalidades.

Para Francisco Cortes Fernandes, presidente da ANAMT, a edição em Salvador representa um momento fundamental para que os médicos do trabalho acompanhem as atualizações nas exigências regulatórias e na saúde ocupacional. O evento conta com a presença de especialistas estaduais e internacionais, incluindo representantes de países como Argentina, Peru, México e Estados Unidos, reunidos para debater políticas de proteção e bem-estar para o trabalhador no país.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/ansiedade-responde-por-40-dos-afastamentos-de-trabalho-no-brasil/

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