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Assessor de Milei ajudou a organizar fuga de Flávio Bolsonaro, diz jornal Clarín

Jornal argentino Clarín aponta que assessor de Javier Milei atuou para organizar a fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos.

Redação•29 de out. de 2026, 08:30
Assessor de Milei ajudou a organizar fuga de Flávio Bolsonaro, diz jornal Clarín
Imagem: site

Assessor de Milei ajudou a organizar fuga de Flávio Bolsonaro, diz jornal Clarín

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Uma reportagem publicada pelo jornal argentino Clarín aponta que Santiago Caputo, importante assessor do presidente argentino Javier Milei, esteve presente em Puerto Iguazú na mesma noite em que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil pela fronteira. Na terça-feira (27), o candidato derrotado à Presidência e sua família embarcaram em um voo particular no aeroporto da cidade com destino a Miami, nos Estados Unidos, após realizarem uma escala no Equador e chegarem ao destino final na manhã seguinte.

Embora não possua cargo formal no governo, Caputo mantém contato direto com representantes da Casa Branca ligados ao presidente americano Donald Trump e representa o grupo digital Las Fuerzas del Cielo. De acordo com fontes da Casa Rosada consultadas pelo periódico, o assessor acompanhou a operação desde o início, apontando que empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram um voo com a companhia argentina Baires Fly. Caputo viajou de Buenos Aires para Puerto Iguazú em um voo comercial ao lado de sua equipe para monitorar o transporte da família Bolsonaro, tendo como preocupação central evitar a divulgação de fotos ou registros em vídeo do local.

A presença do assessor ficou registrada em documentos policiais durante uma fiscalização de rotina realizada às 2h50 da quarta-feira (29). Na ocasião, duas caminhonetes da Entidade Binacional Yacyretá foram paradas na rodovia 12, na província de Misiones, e o assessor presidencial estava em um dos veículos.

Nas redes sociais, Caputo ironizou a cobertura da imprensa ao longo de dois dias. Na terça-feira (27), publicou que todos escreviam rumores baseados em rumores e classificou o papel dos meios argentinos como um papelão. No dia seguinte, após a confirmação de que o político havia fugido pela Argentina, reforçou as críticas afirmando que a cobertura do dia representou um dos maiores vexames da história e que disseram tudo com o mesmo nível de certeza e animosidade.

A publicação do Clarín também destaca o envolvimento de autoridades dos governos da Argentina e dos Estados Unidos na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, ocorrida dois dias após o segundo turno das eleições em que ele foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Fontes da Casa Rosada indicaram que autoridades brasileiras também tinham conhecimento da movimentação.

O trajeto exato de Flávio até Foz do Iguaçu para cruzar a fronteira ainda não foi esclarecido. Ele ingressou no país utilizando um passaporte italiano, um dos três documentos que possuía, ao lado do brasileiro e do diplomático. Na noite de domingo (25), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes havia ordenado a apreensão dos documentos de Flávio, a pedido da Polícia Federal (PF). Após ser intimado em Brasília após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro — que cumpre prisão domiciliar —, e de publicar nas redes sociais que cumpriria a decisão, o senador silenciou em seus perfis, cortou contato com aliados políticos e reapareceu apenas no desembarque em Miami na manhã de quarta-feira.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/assessor-milei-fuga-flavio-bolsonaro-clarin/

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