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Economia

Banco Central mantém taxa Selic em 13,75% após reação do mercado ao governo Lula 4

O Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% ao ano em decisão unânime do Copom, interrompendo o ciclo de cortes diante da reação do mercado após a reeleição de Lula.

Redação•04 de nov. de 2026, 19:30
Banco Central mantém taxa Selic em 13,75% após reação do mercado ao governo Lula 4
Imagem: site

Banco Central mantém taxa Selic em 13,75% após reação do mercado ao governo Lula 4

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O Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 4, interromper o ciclo de redução da taxa básica de juros iniciado em março deste ano. Em decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi mantida em 13,75% ao ano. A medida ocorre em meio à deterioração de indicadores financeiros e cambiais registrada após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em comunicado, o Copom apontou que o ambiente externo tornou-se mais adverso, impulsionado pelo prolongamento dos conflitos armados no Oriente Médio — que pressionam os preços internacionais do petróleo e derivados — e pela adoção de uma política monetária mais restritiva em economias avançadas.

O comitê também destacou que os indicadores recentes indicam uma moderação mais acentuada da atividade econômica no Brasil. Segundo o colegiado, o mercado de trabalho continua resiliente, mas exibe sinais de desaquecimento na margem. Por outro lado, o Copom ponderou que a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram, ultrapassando o limite superior da tolerância da meta. A meta estabelecida pelo Banco Central é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, resultando em um piso de 1,5% e um teto de 4,5%. A projeção de inflação do comitê para o segundo trimestre de 2028 subiu para 3,5%.

Expectativas do mercado financeiro

A manutenção da taxa estava dentro da expectativa predominante entre os analistas. Uma pesquisa da Bloomberg com 29 economistas mostrou que 24 previam a taxa em 13,75%, enquanto cinco esperavam um corte de 0,25 ponto percentual. A mediana do boletim Focus também apontava para a manutenção da Selic no mesmo patamar.

Reação dos investidores e cenário fiscal

O cenário para a política monetária mudou após o segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro. Antes da votação, as projeções indicavam uma taxa de 13,25% no encerramento do ano. A vitória de Lula elevou a percepção de risco e a incerteza sobre a trajetória dos juros.

Entre os fatores que pressionaram o mercado estão a desvalorização do real, preocupações com as contas públicas, a alta dos juros futuros e o avanço do petróleo. Especulações sobre uma política econômica mais heterodoxa no quarto mandato de Lula também aumentaram os prêmios de risco. O Copom informou que segue acompanhando os impactos da política fiscal na economia e nos ativos financeiros.

Desde o segundo turno, o Ibovespa acumula queda de 18,45%, enquanto o dólar subiu cerca de 10%, alcançando 5,46 reais. O IPCA acumulou alta de 4,58% nos 12 meses até setembro, ficando acima do teto de tolerância da meta. No boletim Focus, a estimativa para a inflação ao fim deste ano está em 5,20%.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/bc-interrompe-queda-da-selic-em-meio-a-reacao-do-mercado-ao-lula-4-taxa-esta-em-1375/

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