A Polícia Federal indiciou Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB e mais 13 suspeitos de envolvimento em condutas ilegais associadas ao Banco Master e ao Banco de Brasília (BRB). Os indiciamentos somam 15 pessoas e ocorreram nesta quarta-feira (28), no âmbito de uma investigação que apura operações bilionárias.
Como funcionava o esquema do Banco Master
De acordo com o levantamento da investigação, a instituição financeira captava recursos através da comercialização de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que ofereciam taxas de juros elevadas. Os investimentos atraíam o público também por estarem protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), observando os limites estabelecidos pela garantia.
A Polícia Federal aponta que o BRB — instituição controlada pelo governo do Distrito Federal — repassou cerca de R$ 17 bilhões ao Master para a aquisição de carteiras de crédito. Desse montante, R$ 12,2 bilhões tornaram-se alvo de investigação porque as apurações indicam que tais créditos eram inexistentes.
Além disso, regimes próprios de previdência de servidores públicos de âmbito estadual e municipal mantinham aproximadamente R$ 1,8 bilhão investidos na instituição.
Liquidação pelo Banco Central
Diante de uma grave crise de liquidez, de comprometedores problemas na situação financeira e de infrações às normas do sistema financeiro, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master em novembro de 2025. O processo judicial referente ao caso ainda pode apresentar novos desdobramentos.
