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Economia

FMI alerta que inteligência artificial pode afetar 40% dos empregos globais e impactar jovens

Segundo o FMI, IA pode impactar 40% dos empregos no mundo e dificultar o acesso de jovens ao mercado de trabalho.

Redação•29 de out. de 2026, 20:30
FMI alerta que inteligência artificial pode afetar 40% dos empregos globais e impactar jovens
Imagem: site

FMI alerta que inteligência artificial pode afetar 40% dos empregos globais e impactar jovens

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Os investimentos em inteligência artificial (IA) estão ajudando a sustentar o crescimento da economia mundial em torno de 3%, mas trazem alertas importantes sobre transformações no mercado de trabalho, na arrecadação tributária e na educação. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), cerca de 40% dos postos de trabalho em todo o planeta poderão ser impactados pela tecnologia, índice que pode atingir 60% nas economias avançadas.

O alerta foi feito na segunda-feira (12) por Kristalina Georgieva, diretora-geral do FMI, durante as reuniões anuais da instituição e do Banco Mundial realizadas em Bangkok, na Tailândia. Na terça-feira (13), o FMI projetou um crescimento global de 3,1% para 2026. Segundo Georgieva, a tecnologia tem o potencial de elevar a produtividade em certas funções, diminuir a relevância de outras ou até extinguir determinados postos de trabalho, descrevendo o fenômeno como um “tsunami de movimento lento”.

A diretora-geral destacou que os investimentos na área impulsionam a demanda e os gastos com infraestrutura tecnológica, gerando efeitos positivos para a economia, com destaque para a Ásia. Nas economias asiáticas avançadas, o impulso pode variar de 0,5 a 1 ponto percentual, enquanto nas nações emergentes da mesma região o ganho estimado fica entre 0,2 e 0,8 ponto percentual. Estados Unidos, China e Índia foram apontados como os principais produtores da cadeia de fornecimento, embora diversas empresas fornecedoras de equipamentos estejam na Ásia, incluindo a Tailândia.

Um estudo preliminar mencionado por Georgieva indicou que 10% dos empregos nos Estados Unidos já exigiam conhecimentos em inteligência artificial. Enquanto a oferta de vagas em funções rotineiras e repetitivas diminui, observa-se o crescimento de oportunidades com salários mais baixos em dois setores específicos: a construção civil e os centros de processamento de dados (data centers), essenciais para armazenar e processar informações de sistemas de IA.

Impacto na entrada de jovens no mercado

Autoridades internacionais manifestaram preocupação com a redução de vagas de entrada no mercado de trabalho. Tharman Shanmugaratnam, presidente de Singapura, apontou durante o evento que o primeiro degrau profissional e o primeiro emprego após a formatura enfrentam uma demanda menor. Com a automação de atividades repetitivas — que tradicionalmente serviam de ponto de partida para carreiras —, os jovens podem encontrar maiores obstáculos para iniciar suas trajetórias e galgar cargos de maior responsabilidade.

Shanmugaratnam também advertiu para o risco de a inteligência artificial acentuar as divergências econômicas e de empregabilidade entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, caso haja passividade diante da tecnologia. Em contrapartida, Ajay Banga, presidente do Banco Mundial, apresentou uma perspectiva diferente, declarando não estar convencido de que a IA eliminará as vagas de início de carreira. Segundo ele, as mudanças expressivas devem ocorrer nos países desenvolvidos, onde grandes modelos são criados, enquanto os emergentes poderiam adotar sistemas menores para impulsionar a produtividade na agricultura, na educação e no atendimento de saúde.

Arrecadação e educação

O avanço da inteligência artificial também pode modificar a forma como os governos arrecadam impostos, visto que a redução do trabalho humano e o aumento de investimentos em equipamentos e infraestrutura exigirão adaptações nos sistemas tributários atuais. No setor educacional, Georgieva enfatizou que os trabalhadores precisarão atualizar suas competências de forma contínua, uma vez que o conhecimento adquirido no início da carreira não será suficiente para acompanhar a evolução tecnológica.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/10/14/ia-pode-afetar-40percent-dos-empregos-no-mundo-e-dificultar-entrada-de-jovens-no-mercado-alerta-fmi.ghtml

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