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Economia

Bancos e corretoras enfrentam instabilidade com turbulência nos mercados

Aplicativos de bancos e corretoras registraram instabilidade nesta segunda-feira (26) em meio à forte volatilidade nos mercados após a reeleição de Lula.

Redação•26 de out. de 2026, 12:32
Bancos e corretoras enfrentam instabilidade com turbulência nos mercados
Imagem: site

Bancos e corretoras enfrentam instabilidade com turbulência nos mercados

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Aplicativos de diversas instituições financeiras e corretoras registraram instabilidade nesta segunda-feira (26), em meio a um cenário de forte volatilidade nos mercados financeiros após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais e a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com dados da plataforma Downdetector, que acompanha falhas em serviços digitais, foram registradas notificações em plataformas de corretoras e bancos como Rico, Clear, Inter, XP Investimentos, Nubank, Itaú Unibanco, Santander, Bradesco e C6 Bank.

Em nota oficial, o Itaú Unibanco declarou que não identificou nenhuma ocorrência de instabilidade em seus sistemas internos. A instituição financeira pontuou que eventuais dificuldades relatadas pelos usuários podem estar relacionadas a transações efetuadas com outras instituições que apresentavam problemas no momento.

Até a última atualização do levantamento, os demais bancos e corretoras citados não haviam respondido aos pedidos de posicionamento.

Repercussão e volatilidade nos mercados

O resultado da eleição presidencial movimentou a sessão desta segunda-feira (26), fazendo com que investidores reavaliassem projeções para juros, câmbio e contas públicas. Como a maioria das pesquisas divulgadas nas semanas anteriores indicava vantagem de Bolsonaro no segundo turno, a reeleição do candidato petista surpreendeu parte do mercado financeiro.

Diante das fortes oscilações, a B3 acionou o mecanismo de circuit breaker, interrompendo as negociações do Ibovespa logo nos primeiros minutos do pregão. As regras da bolsa determinam a interrupção por 30 minutos quando o índice registra queda superior a 10% em relação ao fechamento anterior. Caso o recuo atinja 15%, o pregão é paralisado por uma hora. Para esta segunda-feira, a B3 estabeleceu um novo limite de 20% para a segunda paralisação.

“O principal foco dos investidores será a condução da política fiscal no quarto mandato de Lula. A trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas fiscais serão determinantes para a confiança dos agentes econômicos”, avaliou Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora.

Em contrapartida, especialistas apontam que o governo federal pode adotar medidas para recuperar a confiança do mercado. “Em paralelo, a equipe econômica sinaliza uma PEC com revisão de gastos obrigatórios e busca do centro da meta fiscal”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Lev DTVM.

Impacto internacional e cenário político

O reflexo da vitória eleitoral também atingiu os ativos brasileiros negociados no exterior. O EWZ, principal fundo que acompanha papéis do Brasil em Nova York, registrava queda de 26,16% antes da abertura dos mercados nesta segunda-feira, após já ter recuado mais de 19% na véspera.

Além da turbulência econômica, analistas apontam que fatores jurídicos e políticos podem prolongar a instabilidade. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação das 17h às 19h, decorrente de problemas de deslocamento de eleitores em diferentes municípios, tende a motivar contestações judiciais. Após o pleito, Flávio declarou que não reconhece o resultado e anunciou que pedirá a anulação da eleição.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/26/corretoras-instabilidade.ghtml

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