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Binance retoma saques de criptomoedas após roubo bilionário

A Binance retomou saques de criptomoedas após recompor 95% de US$ 6,3 bilhões roubados em ataque atribuído pelo FBI à Coreia do Norte.

Redação•01 de nov. de 2026, 08:30
Binance retoma saques de criptomoedas após roubo bilionário
Imagem: site

Binance retoma saques de criptomoedas após roubo bilionário

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A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, retomou neste domingo (1º) os saques de bitcoin, ether e de algumas stablecoins, informando que os demais criptoativos serão liberados de forma gradual. A decisão ocorre depois que a companhia conseguiu recompor 95% dos US$ 6,3 bilhões — o equivalente a R$ 34,2 bilhões — em tokens que foram subtraídos de sua plataforma.

O ataque, considerado por analistas como o maior assalto financeiro da história, foi atribuído pelo FBI à Coreia do Norte. O incidente se une a uma onda recente de invasões contra o setor de criptomoedas; no ano passado, criminosos levaram o equivalente a US$ 2,9 bilhões (R$ 15,7 bilhões) espalhados em quase 150 ações, conforme dados de pesquisadores da TRM Labs.

Originária da China, a Binance informou que a fase inicial da retomada contempla 15 criptoativos, tais como bitcoin, ether, XRP e dogecoin. As retiradas de bitcoin foram restabelecidas logo depois das 3h (horário de Brasília), enquanto os saques de ether, BNB e das stablecoins USDT e USDC também voltaram a funcionar.

A empresa declarou ter reposto US$ 6 bilhões (R$ 32,5 bilhões) dos valores subtraídos por meio de recursos próprios aplicados na compra de tokens de substituição. Os 5% restantes englobam ativos de menor liquidez, cuja aquisição nas quantidades exigidas pode demandar mais tempo, segundo a corretora.

Atribuição do ataque e posicionamentos

No sábado, o FBI apontou o grupo de hackers TraderTraitor, vinculado ao governo da Coreia do Norte, como o autor da invasão. O governo norte-coreano nega há anos utilizar grupos cibernéticos estatais para espionagem, roubos financeiros e arrecadação de receitas. A missão norte-coreana em Genebra e a embaixada do país na China deixaram de responder aos pedidos de comentário.

A agência americana relatou ter monitorado integrantes do grupo convertendo os ativos subtraídos primordialmente em ether, projetando novas etapas de lavagem desses recursos mediante plataformas de finanças descentralizadas (DeFi) e serviços de troca instantânea de criptomoedas.

A maior parte do roubo aconteceu em aproximadamente 20 minutos, iniciada na noite de quinta-feira, exibindo semelhanças com grandes investidas anteriores atribuídas à Coreia do Norte, de acordo com as companhias de análise de blockchain TRM Labs e Chainalysis.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no sábado que o governo norte-americano ainda não possuía certeza a respeito da participação da Coreia do Norte no episódio. 'Não sabemos se é a Coreia do Norte, mas, se for, conversaremos com a Coreia do Norte sobre isso', afirmou Trump a jornalistas, em manifestação veiculada por uma conta da Casa Branca no X.

Cobertura de prejuízos e investigações

A Binance relatou que atuou em conjunto com parceiros do mercado para congelar parte dos montantes levados, alcançando cerca de US$ 3 bilhões (R$ 16,3 bilhões) localizados até sexta-feira. A corretora garantiu que assumirá o prejuízo decorrente da invasão, reservando cerca de US$ 6,34 bilhões (R$ 34,4 bilhões) de seu próprio caixa para cobrir as perdas.

Os fundos empregados na aquisição de tokens de reposição vieram de diferentes reservas da empresa. Entre elas constam o Secure Asset Fund for Users (SAFU) — fundo de aproximadamente US$ 1 bilhão (R$ 5,4 bilhões) mantido para blindar clientes em incidentes de segurança —, além de uma fração do fundo de seguros associado a operações de futuros e do caixa corporativo.

O co-CEO Yi He pontuou no sábado que metade dos recursos do SAFU seria empregada na cobertura das perdas, com compromisso de recomposição posterior para a faixa de US$ 1 bilhão. Richard Teng, o outro co-CEO, classificou a invasão como um ataque complexo envolvendo um laptop comprometido e um software malicioso voltado a apagar rastros operacionais, o que dificultou a apuração.

Os valores das criptomoedas registraram queda na sexta-feira, enquanto a administração tentava tranquilizar os usuários, assegurando que os fundos estavam protegidos. Conforme relatório anual de 2025, a Binance contava com 335 milhões de cadastrados no mundo e cerca de US$ 162,8 bilhões (R$ 888,6 bilhões) sob custódia.

Por meio de publicação no X, o fundador Changpeng Zhao agradeceu o suporte de autoridades americanas no rastreamento e congelamento dos ativos, destacando a atuação fundamental do país no caso. Zhao havia sido condenado nos EUA por falhas nos mecanismos de combate à lavagem de dinheiro da empresa e foi posteriormente perdoado por Donald Trump.

Fonte: https://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2026/11/01/binance-retoma-saques-apos-roubo-de-us-63-bilhoes.ghtml

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