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Economia

Brasil mantém o maior juro real do mundo após Copom fixar Selic em 13,75%

O Brasil manteve o maior juro real do mundo e ampliou a vantagem sobre o segundo colocado após o Copom fixar a Selic em 13,75% ao ano.

Redação•04 de nov. de 2026, 22:30
Brasil mantém o maior juro real do mundo após Copom fixar Selic em 13,75%
Imagem: site

Brasil mantém o maior juro real do mundo após Copom fixar Selic em 13,75%

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O Brasil manteve a liderança isolada e ampliou a distância para o segundo colocado no ranking global de juros reais, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidir manter a taxa Selic em 13,75% ao ano em uma quarta-feira (4).

O cálculo do juro real é obtido por meio da taxa de juros nominal subtraída da inflação projetada para os próximos 12 meses. Conforme levantamento elaborado pelo MoneYou, o indicador brasileiro alcançou 9,49%.

Com a alteração na tabela, a Turquia assumiu a segunda posição, registrando juros reais de 7,77%. A Argentina ficou com o terceiro lugar, marcando 6,80%. Ambas as nações superaram a Rússia, que recuou da segunda para a quarta colocação, com 6,57%. Na avaliação anterior, divulgada em setembro, a Rússia figurava como vice-líder e a diferença em relação ao Brasil era de 1,66 ponto percentual. Agora, com a Turquia na segunda posição, o hiato subiu para 1,72 ponto percentual.

Segundo relatório emitido pelo MoneYou na mesma quarta-feira, a elevação das expectativas inflacionárias para o horizonte de 12 meses provocou a retração dos juros reais na maioria dos países, influenciada pelas incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio. No cenário nacional, a instituição destacou os questionamentos sobre o rumo dos juros no pós-eleição, somados às discussões fiscais, à desvalorização do real e à pressão exercida na curva de juros.

O estudo também aponta que, em um universo de 164 países, 85,98% mantiveram as taxas inalteradas, 9,15% promoveram elevações e 4,88% realizaram cortes. Já entre o grupo específico de 40 países que compõem o ranking principal, 85% mantiveram os patamares, 10% aumentaram as taxas e 5% reduziram os valores.

Manutenção da Taxa Selic e Cenário Macroeconômico

A decisão do Copom interrompeu uma série de cinco reduções consecutivas da taxa básica de juros, fixando-a em 13,75% ao ano. O panorama econômico é marcado por incertezas ampliadas após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), período em que o mercado revisou para cima as projeções de inflação, cotação do dólar e juros, enquanto a moeda norte-americana disparou e a bolsa de valores registrou forte baixa. A reação dos mercados ao pleito também intensificou o foco nas contas públicas.

No cenário internacional, o agravamento das tensões no Oriente Médio e a valorização do petróleo intensificam as pressões inflacionárias, o que pode refletir nos preços dos combustíveis no Brasil.

Juros Nominais

No quesito de juros nominais — que desconsideram o desconto da inflação projetada —, a taxa do Brasil permaneceu na quarta colocação, atrás da Rússia. O ranking nominal aponta os seguintes patamares:

  • Turquia: 36%
  • Argentina: 29%
  • Rússia: 14%
  • Brasil: 13,75%
  • Colômbia: 12,25%
  • África do Sul: 7,25%
  • México: 6,50%
  • Indonésia: 5,75%
  • Hungria: 5,50%
  • Índia: 5,50%
  • Filipinas: 5,50%
  • Austrália: 4,85%
  • Chile: 4,50%
  • Hong Kong: 4,25%
  • Estados Unidos: 4%
  • Polônia: 3,75%
  • Reino Unido: 3,75%
  • República Tcheca: 3,75%
  • Israel: 3,25%
  • China: 3%
  • Coréia do Sul: 3%
  • Malásia: 2,75%
  • Nova Zelândia: 2,75%
  • Alemanha: 2,65%
  • Áustria: 2,65%
  • Espanha: 2,65%
  • Grécia: 2,65%
  • Holanda: 2,65%
  • Portugal: 2,65%
  • Bélgica: 2,65%
  • França: 2,65%
  • Itália: 2,65%
  • Canadá: 2,50%
  • Dinamarca: 2,10%
  • Taiwan: 2%
  • Suécia: 1,75%
  • Cingapura: 1,42%
  • Japão: 1,25%
  • Tailândia: 1%
  • Suíça: 0%

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/04/ranking-juro-real-novembro.ghtml

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