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Economia

Carta Santarém consolida dados ESG e transparência na mineração da Amazônia

Relatório ESG da Carta Santarém consolida dados inéditos de sustentabilidade, governança e economia da mineração no Pará.

Redação•23 de out. de 2026, 19:30
Carta Santarém consolida dados ESG e transparência na mineração da Amazônia
Imagem: site

Carta Santarém consolida dados ESG e transparência na mineração da Amazônia

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A mineração moderna exige transparência, rigor técnico e compromisso com a sustentabilidade, especialmente em ecossistemas sensíveis como a Amazônia. É com essa premissa que o 1º Relatório ESG da Carta Santarém surge como um marco histórico para o estado do Pará e para o setor mineral brasileiro.

O documento resulta de uma iniciativa conjunta entre empresas do setor e o poder público, reunindo pela primeira vez de forma sistemática dados sociais, ambientais e de governança das principais operações minerais da região. Os indicadores seguem referências internacionais como GRI, GHG Protocol, IFC e ICMM, contando com a parceria institucional da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade do Pará (Semas).

A mineração formal e industrial atua sob controle regulatório, licenciamento ambiental e monitoramento contínuo, diferenciando-se das atividades não reguladas. Além disso, os minerais do Pará desempenham papel estratégico nas cadeias globais de eletrificação, infraestrutura, mobilidade elétrica e na economia de baixo carbono.

Indicadores e relevância econômica em 2025

Os números detalhados no relatório apontam a dimensão do protagonismo do Pará no setor:

  • Produção mineral: superou 300 milhões de toneladas em 2025, o equivalente a cerca de 27% da produção nacional.
  • Faturamento: alcançou aproximadamente R$ 103 bilhões, representando 34,5% do faturamento mineral do país.
  • Arrecadação da CFEM: somou cerca de R$ 3,1 bilhões, o que corresponde a 39% do total recolhido no Brasil.

Sustentabilidade e preservação ambiental

O relatório demonstra que a escala produtiva e a conservação ambiental podem caminhar juntas nas operações das empresas associadas:

  • As companhias administram cerca de 940 mil hectares sob variados instrumentos de gestão territorial.
  • Para cada hectare diretamente impactado, cerca de dez hectares são protegidos, conservados ou monitorados.
  • Há 5 mil hectares em processo de recuperação ambiental ativa.
  • A taxa média de reuso de água atingiu 75%, com 12,6 milhões de metros cúbicos reaproveitados nos processos produtivos em 2025.
  • Cerca de 85% da energia elétrica consumida provém de fontes renováveis.

Impacto social e investimentos

No âmbito social, a atuação busca a integração com os territórios locais:

  • Cerca de 72% da mão de obra própria e terceirizada é contratada no Pará.
  • Metade dos gastos operacionais permanece com fornecedores do estado.
  • Os investimentos sociais das empresas associadas ultrapassaram R$ 2 bilhões em 2025.
  • Do total investido, R$ 1,79 bilhão foi voluntário — valor superior a oito vezes os investimentos obrigatórios.
  • 100% dos trabalhadores terceirizados recebem treinamento de segurança antes do início das atividades, e a totalidade dos empregados está coberta por sistemas formais de gestão de saúde e segurança.
  • Cerca de 90% das empresas contam com programas de apoio à saúde mental.
  • Aproximadamente 80% possuem políticas formais de Direitos Humanos alinhadas aos Princípios Orientadores da ONU, com todas as condicionantes ambientais cumpridas ou em andamento.

Governança e gestão de barragens

A segurança de barragens e rejeitos é central na governança do setor. O Pará registra baixa exposição a barragens alteadas a montante devido a operações mais recentes implementadas sob padrões tecnológicos modernos:

  • Cerca de 32,6% da produção das associadas emprega métodos de disposição de rejeitos a seco, que apresentam menor risco geotécnico e exigem menos consumo de água.
  • Aproximadamente 90% das companhias possuem Planos de Ação de Emergência formalmente estabelecidos.
  • Cerca de 80% dos planos para barragens estão integrados aos sistemas estaduais e municipais de defesa civil.

O próximo ciclo, previsto para o período entre 2027 e 2028, deve consolidar o funcionamento pleno das instâncias de governança ESG do setor e aprofundar a integração entre as associadas. Segundo Anderson Baranov, presidente do Conselho Diretor do Simineral-PA, a iniciativa reafirma que a riqueza mineral da Amazônia pode gerar prosperidade duradoura e legado permanente para o Pará e para o Brasil.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/infra/carta-santarem-mineracao-responsavel-e-transparencia-de-dados-na-amazonia/

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