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Economia

Compras agrícolas dos EUA pela China caem ao menor nível em sete anos

Aquisições chinesas de produtos agrícolas dos EUA, exceto soja, recuam ao menor patamar desde 2019, pressionadas por demanda fraca e concorrência.

Redação•02 de nov. de 2026, 21:30
Compras agrícolas dos EUA pela China caem ao menor nível em sete anos
Imagem: site

Compras agrícolas dos EUA pela China caem ao menor nível em sete anos

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As aquisições chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos, excluindo a soja, devem registrar neste ano o menor patamar em sete anos. A estimativa tem como base uma análise da Reuters sobre dados alfandegários, que evidencia incertezas persistentes em torno de acordos comerciais bilaterais.

Em maio, o governo norte-americano anunciou que Pequim concordou em importar anualmente US$ 17 bilhões em produtos agrícolas dos EUA a partir de 2026, com metas proporcionais estabelecidas para o ano corrente. O montante complementa um compromisso prévio firmado em outubro para a aquisição de soja norte-americana. Dados indicam que, enquanto a China avança para cumprir a meta específica de soja, as importações de outras mercadorias — de grãos como milho e sorgo até carnes — somaram apenas US$ 7,2 bilhões entre os meses de janeiro e setembro.

O volume representa o menor patamar para o intervalo desde o ano de 2019, período correspondente ao ápice da primeira guerra comercial entre as nações. Até o momento, a Casa Branca não esclareceu se o prazo estipulado passou a valer a partir da divulgação em maio ou se vigorará apenas após a efetivação de cortes tarifários propostos pela China, o que ainda não ocorreu.

Demanda fraca e concorrência no mercado global

Especialistas apontam que a baixa demanda chinesa e a concorrência acirrada dificultam o alcance das metas estabelecidas, a menos que Pequim determine a intervenção de compradores estatais. No setor de milho, por exemplo, a China importou um volume recorde de US$ 5,6 bilhões em 2021. Recentemente, a COFCO Futures — corretora vinculada a uma empresa estatal chinesa — avaliou que o milho norte-americano carece de competitividade, refletindo a ampla oferta no mercado interno da China, com projeção de importações de aproximadamente 900 mil toneladas para a safra 2026/27.

O sorgo dos Estados Unidos, que alcançou o pico de 6,5 milhões de toneladas em 2021, enfrenta atualmente a concorrência do Brasil. O país sul-americano obteve acesso ao mercado chinês em setembro de 2025 e já embarcou 1,7 milhão de toneladas neste ano, com previsão de mais quase 1 milhão de toneladas adicionais, conforme dados de estrategistas do setor. Os EUA exportaram cerca de 3,7 milhões de toneladas de sorgo para o mercado chinês até o final de agosto, mas as vendas cessaram nos últimos quatro meses.

Restrições comerciais e barreiras regulatórias

As importações de carnes também enfrentam limitações. O mercado interno chinês lida com excesso de oferta de frango e carne suína, enquanto os preços da carne bovina dos EUA mantêm-se elevados devido à redução de rebanhos. O setor de carne bovina norte-americana ainda esbarra em barreiras regulatórias, mesmo após a renovação, em maio, de licenças de exportação para mais de 400 frigoríficos dos EUA.

A Federação de Exportação de Carnes dos EUA pontua que cerca de metade da capacidade de abate de gado de corte do país não possui qualificação para exportar para a China, com algumas plantas barradas após autoridades chinesas relatarem resíduos de substâncias não autorizadas localmente. Analistas avaliam que o cumprimento da meta de US$ 17 bilhões exigirá ações direcionadas de empresas estatais de Pequim, em um processo estritamente político.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/lentidao-da-china-nas/

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