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Crise política e bancária ameaça o governo de Santiago Peña no Paraguai

Crise política e bancária no Paraguai ameaça o governo de Santiago Peña após liquidação do Ueno Bank e votações de impeachment no Congresso.

Redação•05 de nov. de 2026, 21:30
Crise política e bancária ameaça o governo de Santiago Peña no Paraguai
Imagem: site

Crise política e bancária ameaça o governo de Santiago Peña no Paraguai

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Uma crise política e bancária deflagrada nesta semana ameaça a gestão de Santiago Peña, presidente do Paraguai. O mandatário anunciou sua renúncia na quinta-feira (5), mas o afastamento ainda depende de aval do Congresso, cujo futuro permanece incerto após a suspensão de sessões por falta de quórum.

O estopim da crise ocorreu na terça-feira (3), quando o Banco Central do Paraguai determinou a liquidação do Ueno Bank, principal banco digital do país, por constatar que a solvência do sistema estava abaixo da metade do limite regulamentar exigido. A medida resultou no bloqueio de contas e no congelamento de ativos e passivos dos 3 milhões de usuários da instituição — parcela que representa quase metade da população paraguaia, estimada em 6,5 milhões de habitantes. O banco digital administrava US$ 850 milhões, o equivalente a cerca de R$ 4,6 bilhões, em recursos públicos, afetando expressivo número de aposentados. No mesmo dia, o presidente do Banco Central renunciou a pedido de Santiago Peña.

A escalada institucional seguiu na quinta-feira (5):

  • 11h (horário local e de Brasília): O Congresso iniciou os trâmites para debater a destituição de Peña.
  • Início da tarde: O Ministério Público informou que analisaria uma denúncia apresentada contra o presidente.
  • 13h16: Santiago Peña divulgou vídeo nas redes sociais comunicando sua renúncia à Presidência da República. "Tomei a decisão de apresentar a minha renúncia à Presidência da República. Faço isso pensando na estabilidade do nosso país, na paz social e na necessidade de preservar as nossas instituições democráticas", declarou. Ele também pediu desculpas e destacou o desejo de que os recursos sejam devolvidos aos correntistas por meio do Fundo de Garantia de Depósitos.
  • 14h: A Câmara dos Deputados rejeitou o impeachment do vice-presidente Pedro Alliana por 48 votos a 30, posicionando-o para assumir o governo.
  • 14h20: A Câmara aprovou o impeachment de Santiago Peña por 78 votos favoráveis e nenhum contrário, aguardando o crivo do Senado.
  • Meio da tarde: O Ministério Público abriu formalmente investigação contra Peña para apurar supostas irregularidades ligadas ao Ueno Bank. O Congresso reuniu-se para votar a renúncia, medida rejeitada por opositores e parte da base governista que preferem o impeachment para evitar a manutenção do foro privilegiado do presidente.
  • 18h20: A sessão foi suspensa por falta de quórum após parlamentares governistas abandonarem o plenário, onde eram exigidos pelo menos 41 legisladores.
  • 19h20: Peña publicou nova mensagem na rede social X afirmando que vai se defender do processo de impeachment. "Farei isso com argumentos e provas, com respeito à Constituição e às instituições da República", afirmou, acrescentando que o pagamento à população afetada não pode depender de seu futuro político. Segundo a rede ABC, ele deve comparecer ao Senado às 10h da sexta-feira (6).
  • 19h50: O Senado iniciou sessão para analisar o processo de impeachment.

Parte do Congresso defende a continuidade do impeachment justamente para impedir que Peña mantenha prerrogativa de foro privilegiado perante eventuais apurações sobre o fechamento do banco digital.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/linha-do-tempo-crise-politica-santiago-pena-paraguai/

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