O mercado financeiro começou a registrar uma forte correção neste domingo, 25, após a euforia observada na Faria Lima na sexta-feira. Um contrato derivativo atrelado ao EWZ, principal fundo de ações do Brasil negociado em solo norte-americano, despencou até 10,63% na plataforma Hyperliquid.
Identificado como xyz:EWZUSD, o ativo recuou para 40,456 dólares após ter alcançado a máxima de 46,30 dólares. A variação entre as pontas indica uma retração de 12,6%. A desvalorização coincidiu com o avanço da apuração e projeções estatísticas que indicaram uma vantagem ampliada para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Conforme dados da plataforma PollingData, a probabilidade calculada para a vitória de Lula subiu de 87% para 93% durante a noite. Uma das projeções indicava um desfecho final com 51% dos votos válidos para o atual presidente e 49% para Flávio Bolsonaro. As informações refletem projeções estatísticas e não o resultado oficial do pleito.
A reviravolta contrasta com o clima predominante entre os agentes financeiros na sexta-feira. Profissionais de gestão consultados pelo Radar Econômico apontaram forte convicção em uma vitória de Flávio Bolsonaro, o que levou mesas de operação a intensificarem apostas na alta de ativos brasileiros, desvalorização da moeda americana e queda nos juros futuros antes do fechamento dos negócios.
Em Nova York, o fundo EWZ encerrou a última sessão com ganho de 1,77%, cotado a 42,59 dólares, impulsionado pelo otimismo em torno de uma eventual transição política.
Como o mercado de derivativos opera mesmo com as bolsas convencionais fechadas, permitindo alavancagem e maior volatilidade por conta da liquidez, a queda do contrato não assegura perdas na mesma proporção para o EWZ ou para o Ibovespa na abertura de segunda-feira. No entanto, o cenário reflete a rapidez na revisão das posições pelos investidores.
