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Economia

Derivativo de ações brasileiras desaba após mudança nas expectativas eleitorais

Contrato derivativo vinculado ao fundo EWZ recuou na plataforma Hyperliquid com a mudança nas projeções do segundo turno presidencial.

Redação•25 de out. de 2026, 21:30
Derivativo de ações brasileiras desaba após mudança nas expectativas eleitorais
Imagem: site

Derivativo de ações brasileiras desaba após mudança nas expectativas eleitorais

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O mercado financeiro começou a registrar uma forte correção neste domingo, 25, após a euforia observada na Faria Lima na sexta-feira. Um contrato derivativo atrelado ao EWZ, principal fundo de ações do Brasil negociado em solo norte-americano, despencou até 10,63% na plataforma Hyperliquid.

Identificado como xyz:EWZUSD, o ativo recuou para 40,456 dólares após ter alcançado a máxima de 46,30 dólares. A variação entre as pontas indica uma retração de 12,6%. A desvalorização coincidiu com o avanço da apuração e projeções estatísticas que indicaram uma vantagem ampliada para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Conforme dados da plataforma PollingData, a probabilidade calculada para a vitória de Lula subiu de 87% para 93% durante a noite. Uma das projeções indicava um desfecho final com 51% dos votos válidos para o atual presidente e 49% para Flávio Bolsonaro. As informações refletem projeções estatísticas e não o resultado oficial do pleito.

A reviravolta contrasta com o clima predominante entre os agentes financeiros na sexta-feira. Profissionais de gestão consultados pelo Radar Econômico apontaram forte convicção em uma vitória de Flávio Bolsonaro, o que levou mesas de operação a intensificarem apostas na alta de ativos brasileiros, desvalorização da moeda americana e queda nos juros futuros antes do fechamento dos negócios.

Em Nova York, o fundo EWZ encerrou a última sessão com ganho de 1,77%, cotado a 42,59 dólares, impulsionado pelo otimismo em torno de uma eventual transição política.

Como o mercado de derivativos opera mesmo com as bolsas convencionais fechadas, permitindo alavancagem e maior volatilidade por conta da liquidez, a queda do contrato não assegura perdas na mesma proporção para o EWZ ou para o Ibovespa na abertura de segunda-feira. No entanto, o cenário reflete a rapidez na revisão das posições pelos investidores.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/a-conta-do-trade-flavio-comeca-a-chegar-derivativo-de-acoes-brasileiras-desaba-10/

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