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Diplomata sênior dos Emirados Árabes Unidos entra na disputa para chefiar a ONU

Lana Nusseibeh, ministra de Estado dos Emirados Árabes Unidos e ex-embaixadora na ONU, oficializou sua candidatura ao cargo de secretária-geral.

Redação•21 de out. de 2026, 21:30
Diplomata sênior dos Emirados Árabes Unidos entra na disputa para chefiar a ONU
Imagem: site

Diplomata sênior dos Emirados Árabes Unidos entra na disputa para chefiar a ONU

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A diplomata sênior dos Emirados Árabes Unidos Lana Nusseibeh oficializou nesta quarta-feira (21) sua candidatura para o cargo de próxima secretária-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O movimento insere uma representante de destaque do Oriente Médio em um pleito que enfrenta impasses para gerar consenso entre os membros permanentes do Conselho de Segurança.

Nusseibeh, que atuou por mais de dez anos como embaixadora dos Emirados Árabes Unidos na ONU e atualmente exerce a função de ministra de Estado no Ministério das Relações Exteriores do país, declarou à Reuters que seu objetivo é resgatar o papel da organização como mediadora diplomática diante de crises internacionais. "Está claro que hoje precisamos de uma secretária-geral que possa renovar o compromisso com o futuro do multilateralismo e com o futuro das Nações Unidas como mediadora, em vez de uma mera espectadora das crises mundiais", afirmou antes da divulgação pública.

A entrada tardia na corrida ocorre após uma votação informal do Conselho de Segurança que apontou a ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan, na liderança por margem estreita, de acordo com fontes. Embora Grynspan tenha liderado a consulta na semana passada, tanto ela quanto os demais concorrentes acumularam dois ou mais votos contrários dos cinco integrantes permanentes do Conselho — China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia —, que detêm o poder de decisão final. O grupo avalia a realização de um novo escrutínio na sexta-feira ou em data posterior.

Aos 48 anos, Nusseibeh relatou ter sido procurada por diversos países durante a última Assembleia Geral da ONU para lançar sua postulação, destacando-se por gerenciar a campanha que elegeu os Emirados Árabes Unidos para o Conselho de Segurança. Diplomatas em Nova York apontam que ela é vista como uma gestora competente e com potencial de proporcionar uma mudança geracional na instituição.

Durante sua gestão na ONU, que coincidiu com o início do conflito em Gaza em 2023, Nusseibeh articulou a aprovação da Resolução 2720, que viabilizou a entrada de ajuda humanitária. Ela relatou ter obtido apoio para o texto ao liderar uma visita de membros do Conselho ao posto de fronteira de Rafah, iniciativa classificada por ela como exemplo de "diplomacia empreendedora criativa".

Como um dos principais nomes da diplomacia emiradense, Nusseibeh apoiou a política externa assertiva de Abu Dhabi e o foco no combate ao islamismo político. O país, contudo, enfrenta contestações sobre o Sudão, após monitores de sanções da ONU apontarem como críveis acusações de fornecimento de apoio militar às Forças de Apoio Rápido, um grupo paramilitar — alegações negadas pelos Emirados Árabes Unidos. Questionada sobre o impacto disso em sua campanha, Nusseibeh pontuou que se afastou de sua função nacional e que concentrará esforços na crise humanitária sudanesa.

Caso saia vitoriosa, Nusseibeh será a segunda liderança do Oriente Médio a comandar a ONU, sucedendo o egípcio Boutros Boutros-Ghali, além de se tornar a primeira mulher a ocupar o posto máximo da organização. Sobre essa possibilidade, ela pontuou: "Acho que seria ótimo se a próxima secretária-geral fosse uma mulher, mas não estou concorrendo por ser mulher; estou concorrendo porque sou obstinadamente otimista em relação ao futuro das Nações Unidas e acredito que precisamos de alguém que seja incansável na busca pela diplomacia para abrir portas."

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/diplomata-senior-dos-emirados/

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