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Economia

Dólar abre em queda nesta terça-feira após forte alta na véspera e cautela com Fed

Dólar abre o pregão desta terça-feira em queda após disparar na véspera. Investidores monitoram cenários fiscais no Brasil e decisão de juros do Fed nos EUA.

Redação•27 de out. de 2026, 09:30
Dólar abre em queda nesta terça-feira após forte alta na véspera e cautela com Fed
Imagem: site

Dólar abre em queda nesta terça-feira após forte alta na véspera e cautela com Fed

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O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (27) registrando queda de 0,06% por volta das 9h, sendo negociado a R$ 5,3992. As operações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, têm início marcado para as 10h. O movimento ocorre após uma forte turbulência no pregão anterior, quando a moeda americana disparou 8,21% e encerrou a R$ 5,4027, contabilizando sua maior alta diária desde 1999.

Já o Ibovespa fechou a última segunda-feira com um tombamento de 13,88%, caindo aos 176.608 pontos e registrando seu pior desempenho desde março de 2020, no contexto da pandemia de Covid-19. Com a volatilidade intensa e a queda superior a 10%, a B3 precisou acionar o mecanismo de circuit breaker logo nos primeiros minutos da sessão anterior.

Repercussão das Eleições e Política Fiscal

O resultado da disputa presidencial no Brasil continua ditando o ritmo dos negócios. A vitória do presidente Lula (PT) para um quarto mandato, obtida com 51,78% dos votos válidos contra 48,22% do senador Flávio Bolsonaro (PL) — com quase 100% das urnas apuradas —, surpreendeu parcela dos investidores que aguardavam um cenário distinto apontado pelas pesquisas recentes. O índice acumulou variação de -0,17% na semana, +10,06% no mês e +27,28% no ano. No câmbio, o acumulado aponta -8,21% na semana, -4,41% no mês e -1,57% no ano.

Diante do novo panorama político, agentes econômicos e empresariais cobram medidas concretas de reajuste fiscal por parte do governo. O temor do mercado reside na possibilidade de deterioração das condições financeiras, culminando em crédito mais caro e pressões inflacionárias que possam elevar a taxa Selic. Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, destacou que o foco principal dos investidores recairá sobre a condução da política fiscal, avaliando a trajetória da dívida pública, o controle das despesas e a credibilidade das metas. Em contraponto, Jason Vieira, economista-chefe da Lev DTVM, apontou que a equipe econômica sinaliza a elaboração de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) voltada à revisão de gastos obrigatórios e ao cumprimento do centro da meta fiscal.

Possibilidade de Judicialização e Cenário Externo

Outro fator de incerteza que preocupa os operadores diz respeito a possíveis questionamentos judiciais sobre o pleito. A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de estender o horário de votação das 17h às 19h devido a falhas no deslocamento de eleitores em diversas cidades, somada à declaração de Flávio Bolsonaro — que não reconheceu o resultado e prometeu pedir a anulação da eleição —, alimenta um ambiente de cautela jurídica. William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, ponderou à agência Reuters que discussões sobre a judicialização e desdobramentos políticos influenciam diretamente a precificação dos ativos.

No cenário internacional, os olhares se voltam para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, cuja divulgação está programada para a quarta-feira. Levantamentos do CME Group indicam que a maior parte do mercado projeta a manutenção das taxas vigentes, enquanto investidores também acompanham eventuais pronunciamentos do dirigente Kevin Warsh. Na Europa e no Oriente Médio, as eleições em Israel — marcadas pela primeira ida às urnas após o conflito em Gaza e que definem o futuro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu — também integram o radar dos mercados, assim como as cotações do petróleo, influenciadas por recentes ataques houthis contra a Arábia Saudita.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/27/dolar-ibovespa.ghtml

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