Após o encerramento do processo eleitoral, o presidente Lula enfrenta o desafio de atender às expectativas dos eleitores e entregar o país prometido durante a campanha. A situação política e fiscal impõe barreiras para o cumprimento das promessas feitas, exigindo a conciliação entre os gastos contratados da máquina federal e as novas despesas anunciadas.
Entre os principais obstáculos econômicos está o impacto do fim da escala 6x1, pauta avançada no período eleitoral que traz repercussões para a economia. Com o avanço de reajustes e o encarecimento de serviços, setores como o de bares e restaurantes preveem ondas de demissões, aumento nos preços dos pratos e alterações nos modelos de funcionamento. Mensalidades escolares privadas também apresentam perspectivas de altas expressivas, afetando milhões de famílias.
A gestão federal também lida com uma dívida pública em patamares históricos e com uma escalada nas taxas de juros, enquanto mantém compromissos voltados à preservação de empregos, elevação de renda, incentivos a microempreendedores, perdão de dívidas, transporte gratuito aos fins de semana, subsídios a combustíveis e expansão de benefícios sociais e educacionais.
No cenário político, Lula precisa governar com um Parlamento inclinado à oposição, que conta com capacidade de eleger um comando de direita para o Legislativo e gerar impasses nas duas Casas. Além disso, o governo precisa lidar com a necessidade de reformar o Judiciário, punir magistrados apontados por enriquecimento ilícito e abrir espaço para partidos aliados, reduzindo a centralização no PT para garantir estabilidade institucional e evitar processos de impeachment no Congresso.
