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Emmanuel Macron propõe coalizão na França contra radicais

O presidente francês, Emmanuel Macron, defende uma coalizão entre centro-esquerda e direita para barrar a extrema direita e a esquerda radical em 2027.

Redação•05 de nov. de 2026, 19:31
Emmanuel Macron propõe coalizão na França contra radicais
Imagem: site

Emmanuel Macron propõe coalizão na França contra radicais

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O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou apoio à formação de uma aliança política envolvendo o centro-esquerda e a direita com foco na eleição presidencial de 2027. A informação foi divulgada pela agência de notícias AFP, com base em relatos de uma fonte próxima ao Palácio do Eliseu.

A movimentação ocorre em um cenário no qual representantes da extrema direita e da esquerda radical aparecem no topo das pesquisas de intenção de voto no país. Como a legislação impede que Macron dispute um terceiro mandato consecutivo — após chegar ao poder em 2017 e enfraquecer o antigo bipartidarismo entre o Partido Socialista e o partido de direita Os Republicanos —, o atual mandatário rejeita a possibilidade de um segundo turno disputado entre a ultradireitista Marine Le Pen e o líder da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon. Dados de pesquisas recentes apontam que Le Pen venceria esse eventual cenário.

Para barrar a polarização política, o governante francês articula uma frente ampla que abarque desde o candidato social-democrata Raphaël Glucksmann até o nome da direita liberal David Lisnard, excluindo as correntes extremistas. Conforme apoiadores de Macron, os pontos de convergência na defesa da União Europeia, da economia de mercado, do Estado de direito e no combate aos radicalismos superam as diferenças ideológicas entre esses grupos.

O movimento estratégico também dialoga com a atual fragmentação da Assembleia Nacional francesa. Desde as eleições legislativas antecipadas de 2024, o parlamento está dividido em três blocos — esquerda, centro-direita e extrema direita —, o que tem obrigado a gestão governamental a contar com o apoio da direita para governar.

Apesar da proposta, a articulação encontra obstáculos e rejeição explícita dos próprios nomes cotados. Tanto Raphaël Lisnard quanto Raphaël Glucksmann rechaçaram de forma categórica qualquer entendimento com o atual grupo governista. Paralelamente, a base de Macron enfrenta divisões internas marcadas por múltiplas pré-candidaturas e pelo desgaste administrativo. O ex-primeiro-ministro Édouard Philippe surge como o principal concorrente competitivo da centro-direita, embora ocupe o terceiro lugar nas pesquisas, mas recusa-se a participar de prévias para a definição de um nome unificado, contrariando exigências de figuras como Gabriel Attal, também ex-primeiro-ministro, e Bruno Retailleau, líder dos republicanos.

O cenário político desfavorável é agravado pela baixa popularidade do atual chefe de Estado. Um levantamento conduzido pelo instituto Elabe indicou que o nível de confiança em Macron caiu para um patamar histórico de 13%, superando os índices de rejeição enfrentados por seu antecessor, o socialista François Hollande.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/macron-sugere-coalizao-para-evitar-direita-e-esquerda-radicais-nas-eleicoes-da-franca/

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