O endividamento de famílias brasileiras recuou em outubro, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC). O índice de famílias com alguma dívida a vencer, como cartão de crédito ou financiamento, caiu para 81,6%, uma queda de apenas 0,1 ponto percentual em relação a setembro, mas ainda acima dos 79,5% registrados no mesmo mês de 2025.
A parcela de famílias que se consideram muito endividadas também diminuiu, de 17,3% em setembro para 16,8% em outubro, o menor patamar desde abril. No entanto, a inadimplência, ou seja, famílias com dívidas em atraso, apresentou melhora pelo segundo mês consecutivo, caindo de 29,6% para 29,3%.
O educador financeiro Reinaldo Domingos, conhecido como Dr. Dívidas, destacou que a redução do endividamento pode estar ligada ao pagamento da segunda parcela do 13º salário. No entanto, ele alertou que a evolução em 2027 dependerá da trajetória dos juros, especialmente com a manutenção da taxa básica de juros em 13,75% ao ano, o maior patamar desde 2006.
Domingos ressaltou que, enquanto a taxa básica está alta, os juros do rotativo do cartão de crédito chegam a 440% ao ano, dificultando a recuperação financeira das famílias, especialmente as de menor renda.
Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/11/05/endividamento-familias-cnc.ghtml
