O presidente Lula assume o cargo em oito semanas, mas a economia brasileira ainda não tem um rumo definido. O governo anterior, de Jair Bolsonaro, gastou cerca de um bilhão de reais por dia em campanha, mas a rejeição a Lula permaneceu em cerca de 50% durante todo o período eleitoral. A virada na segunda votação foi marcada por um protesto espontâneo contra Flávio Bolsonaro, candidato do governo anterior.
Até agora, não há previsibilidade clara sobre o que o novo governo fará. A consultoria Moneyou calcula que o Brasil ainda tem a maior taxa de juros real do mundo, em 9,5%, descontada a inflação prevista para os próximos doze meses. O Banco Central, por sua vez, interrompeu o ciclo de redução da Selic, mantendo-a em 13,75% ao ano, devido ao aumento das incertezas.
Diante da falta de planos econômicos claros, a imprevisibilidade criou um ambiente de instabilidade, que já se reflete no alto custo dos juros. O desequilíbrio nas contas públicas é uma das principais preocupações do novo governo.
