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Especialista aponta que impeachment rápido e posse de Alliana geram instabilidade no Paraguai

A avaliação de especialista aponta que a velocidade no impeachment de Santiago Peña e a posse de Pedro Alliana geram desconfiança e instabilidade política no Paraguai.

Redação•07 de nov. de 2026, 04:30
Especialista aponta que impeachment rápido e posse de Alliana geram instabilidade no Paraguai
Imagem: site

Especialista aponta que impeachment rápido e posse de Alliana geram instabilidade no Paraguai

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A condução acelerada do processo de impeachment de Santiago Peña e a rápida posse de Pedro Alliana como novo chefe do executivo do Paraguai tendem a provocar mais instabilidade do que a normalização da crise no país vizinho. A avaliação foi feita por Flávia Loss de Araujo, professora de Relações Internacional do Instituto Mauá, em entrevista ao programa Hora H.

Para a especialista, a velocidade dos acontecimentos — que inclui um processo de impeachment e um pedido de prisão em menos de 48 horas — causa estranhamento quando observada sob a perspectiva brasileira. “Esse impeachment tão rápido, esse pedido de prisão tão rápido, também não passam confiança”, declarou a professora, ao caracterizar o cenário como uma profunda crise de confiança institucional.

Crise econômica e política

Segundo a análise da especialista, a crise paraguaia possui raízes tanto na economia quanto na política. O estopim envolve um dos maiores bancos do país, o Ueno Bank, no qual Santiago Peña era sócio até o ano passado.

As autoridades locais investigam a extensão das relações de Peña com a instituição financeira. O ponto central do escândalo aponta que o banco recebia fundos públicos e os repassava para os grupos proprietários e empresas controladoras. Flávia Loss de Araujo também apontou falhas nos órgãos reguladores e criticou a demora do Banco Central paraguaio em adotar providências diante da situação.

Falta de transparência e celeridade constitucional

A professora destacou que a Constituição do Paraguai viabiliza procedimentos dessa natureza de maneira extremamente célere, sem estipular um limite de tempo fixo, o que difere do modelo brasileiro. Como precedente histórico, ela mencionou o impeachment relâmpago do ex-presidente Fernando Lugo em 2012, realizado da noite para o dia. No caso atual, o processo contra Peña levou ao menos dois dias.

  • O processo acelerado busca teoricamente a normalidade política, mas gera instabilidade e falha em responder às demandas da população, segundo a especialista.
  • A estabilidade futura dependerá da reação do mercado financeiro e da liberação, autorizada pelo Banco Central paraguaio, de recursos congelados para pessoas e empresas.

Pedido de prisão e pressão da oposição

Sobre o pedido de prisão direcionado a Santiago Peña, a professora classificou o episódio como um desdobramento gravíssimo, ressaltando que os impactos reais dependerão do avanço das investigações. Ela também pontuou a existência de intensa pressão por parte da oposição, que atuou como uma das principais denunciantes do escândalo, para acelerar os desdobramentos do caso.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/especialista-impeachment-e-posse-rapida-de-alliana-nao-passam-confianca/

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