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Economia

Fed mantém juros dos EUA entre 3,75% e 4% ao ano antes das eleições

O Federal Reserve manteve a taxa de juros dos EUA entre 3,75% e 4% ao ano, em decisão alinhada às expectativas do mercado financeiro.

Redação•28 de out. de 2026, 15:31
Fed mantém juros dos EUA entre 3,75% e 4% ao ano antes das eleições
Imagem: site

Fed mantém juros dos EUA entre 3,75% e 4% ao ano antes das eleições

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O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, optou por manter a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,75% a 4% ao ano. A resolução foi divulgada nesta quarta-feira (28) e atendeu às expectativas do mercado financeiro.

Na reunião prévia, realizada em setembro, a instituição havia promovido uma alta de 0,25 ponto percentual nos juros, marcando o primeiro acréscimo em mais de três anos. Desde então, o avanço nos preços do petróleo provocado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio tem mantido o alerta ligado para a inflação no banco central americano.

A deliberação desta quarta-feira acontece a poucos dias das eleições de meio de mandato, programadas para o dia 3 de novembro, que definirão a configuração do Congresso norte-americano. O pleito ocorre em um cenário de insatisfação popular com a economia e com o custo de vida elevado, fatores que têm gerado pressão sobre a gestão de Donald Trump.

Por meio de comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) assinalou que a atividade econômica dos Estados Unidos continua a registrar expansão em ritmo forte e que os gastos domésticos demonstram resiliência. Contudo, o comitê destacou que o grau de incerteza permanece elevado, influenciado em parte por acontecimentos geopolíticos. Conforme o colegiado, a definição sobre a taxa básica considera o duplo mandato do Fed, voltado para o controle da inflação e a promoção do máximo emprego.

Esta constituiu a 15ª decisão desde a posse de Donald Trump como o 47º presidente dos Estados Unidos, em 20 de janeiro de 2025. No período, as taxas foram reduzidas quatro vezes, mas voltaram a subir no encontro de setembro, sob um ambiente de incertezas moldado por conflitos como a guerra entre Estados Unidos e Irã e pela política tarifária do presidente republicano. O encontro também marcou a quarta reunião sob a liderança de Kevin Warsh, indicado por Trump para presidir o Fed e empossado oficialmente em 22 de maio para um mandato de quatro anos, após atritos entre o republicano e o ex-presidente da autarquia, Jerome Powell.

Contexto econômico e eleições

Donald Trump tem defendido a redução dos juros, mas a inflação segue limitando margens para cortes. O índice de preços ao consumidor (CPI) registrou aceleração para 3,7% no acumulado de 12 meses até setembro, superando a meta de 2% estabelecida pelo Fed. A alta inflacionária impacta o cenário político na reta final das midterms, que renovarão todas as cadeiras da Câmara e cerca de um terço do Senado. Os republicanos buscam preservar o controle de ambas as Casas, visto que uma eventual perda de maioria pode dificultar a agenda governamental nos dois anos restantes do mandato.

Dados de pesquisas recentes ilustram o desgaste político em torno da pauta econômica. Um levantamento da Reuters/Ipsos divulgado na segunda-feira (26) apontou que 32% aprovam a gestão de Trump, enquanto 73% avaliam que o custo de vida segue na direção incorreta.

Reflexos no Brasil

A política monetária norte-americana gera impactos diretos sobre a economia brasileira. Com as taxas mantidas em patamares elevados nos Estados Unidos, os títulos públicos americanos conhecidos como Treasuries ganham atratividade por proporcionarem maiores retornos. Por serem interpretados como investimentos seguros, atraem capital estrangeiro para os Estados Unidos e provocam o fortalecimento do dólar.

Como consequência indireta, esse fluxo tende a diminuir o volume de investimentos externos direcionados ao Brasil, resultando na desvalorização do real frente à moeda norte-americana. Adicionalmente, a alta do dólar intensifica as pressões inflacionárias internas, refletindo-se na possível manutenção de juros elevados pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil.

Fonte: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/10/28/fed-juros-outubro.ghtml

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