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Economia

Incerteza fiscal preocupa mercado sobre atuação do próximo governo

Economista da G5 Partners aponta falta de garantias e planos detalhados de ajuste fiscal nas propostas econômicas da reta final da campanha presidencial.

Redação•22 de out. de 2026, 19:30
Incerteza fiscal preocupa mercado sobre atuação do próximo governo
Imagem: site

Incerteza fiscal preocupa mercado sobre atuação do próximo governo

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Na reta final da campanha presidencial, as propostas econômicas apresentadas até o momento não trazem garantias concretas de ajuste fiscal, conforme avaliação do sócio e economista-chefe da G5 Partners, Luis Otavio Leal. Durante entrevista ao Capital Insights — parceria entre a Broadcast e o CNN Money —, o especialista apontou a falta de um plano detalhado para responder ao aumento do desequilíbrio nas contas públicas projetado para o início de 2027.

Segundo Leal, o rombo nas contas é maior do que antes, gerando dúvidas sobre como qualquer um dos candidatos lidará com a situação em 2027. O economista destacou que o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, elevou despesas que pressionam o Orçamento do próximo ano, enquanto promessas do adversário, Flávio Bolsonaro, como o corte de R$ 200 bilhões em gastos, foram recebidas com desconfiança.

Para a G5 Partners, o debate macroeconômico tem no fiscal o seu ponto central. As expectativas de inflação futura carregam um prêmio de risco fiscal, o que significa que parte das projeções para os preços decorre da desconfiança com as contas públicas, e não de demanda aquecida. O economista afirma que, sem esse risco, a inflação tenderia a convergir para a meta, reforçando que há confiança na política monetária, mas não na fiscal.

Desafios econômicos e crédito

O cenário para a economia brasileira também impõe desafios ao próximo presidente. De acordo com Leal, o PIB do terceiro trimestre deve apresentar resultado negativo, sem descartar um desempenho desfavorável no quarto trimestre, em um ambiente de crédito seletivo, endividamento elevado e incertezas fiscais que restringem o consumo e os investimentos.

No campo político, a campanha do presidente Lula não conseguiu transformar a inflação mais controlada em tração eleitoral porque a melhora dos índices não gerou alívio na percepção financeira das famílias. O endividamento permanece como principal limitador, visto que a renda não acompanhou o avanço das dívidas.

Cenário internacional e juros

No ambiente externo, o economista aponta inflação resiliente e juros em alta, fatores que diminuem a disposição global por risco e elevam a competição por capital com os títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Esse movimento pressiona mercados emergentes como o Brasil.

Nos Estados Unidos, Leal projeta turbulência política, avaliando que Donald Trump tenderia a judicializar o processo eleitoral e enfrentaria forte oposição mesmo em caso de vitória. Além disso, o Federal Reserve ainda pode elevar os juros em dezembro, apertando as condições financeiras globais e aumentando a pressão sobre o câmbio e as expectativas no Brasil.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/money/mercado/g5-ao-capital-insights-ha-duvida-sobre-como-governo-eleito-tratara-fiscal/

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