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Lula aponta regulação de redes sociais e mira em big techs

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende regulação de redes sociais e mira em big techs, o que pode gerar novos atritos com os Estados Unidos.

Redação•27 de out. de 2026, 12:30
Lula aponta regulação de redes sociais e mira em big techs
Imagem: site

Lula aponta regulação de redes sociais e mira em big techs

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou em seu discurso de vitória a necessidade de regular as plataformas digitais, apontando que essas ferramentas foram utilizadas em tentativas de interferência no processo eleitoral. Segundo o chefe do Executivo, o país enfrentou uma intromissão oriunda de fora para dentro por meio de plataformas digitais, cuja regulação será necessária. Ele também criticou a atuação de empresas de grande porte que acumulam lucros bilionários sem recolher impostos no país, acusando-as de tentarem direcionar o resultado das eleições.

Apesar de nenhuma nova medida ter sido formalmente anunciada no momento, a declaração eleva institucionalmente o atrito que já ocorria no período de campanha e que pode gerar novos impasses com o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. O principal alvo apontado é a Meta, conglomerado trilionário proprietário do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. A empresa concentrou diversas reclamações da campanha petista relativas ao alcance de postagens e ao uso de ferramentas de inteligência artificial.

A equipe de Lula alegou que a companhia impôs restrições prejudiciais ao petista e benéficas ao adversário Flávio Bolsonaro (PL). O tema chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ordenou que a empresa assegurasse tratamento isonômico na distribuição de conteúdos aos candidatos, fixando multa de 500.000 reais por descumprimento. A Meta reconheceu divergências no tratamento das postagens de cada candidato, mas justificou os episódios como falhas técnicas e refutou qualquer atuação voltada a interferir no pleito.

Tensão nas relações internacionais

O debate acerca da regulação das plataformas extrapola o cenário nacional. Durante o ano de 2025, sanções impostas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras — a exemplo do ministro do STF Alexandre de Moraes — foram motivadas não apenas pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas também por acusações de censura e violação da liberdade de expressão, decorrentes de ordens de remoção de publicações e bloqueios de contas em diversas redes.

Adicionalmente, existe afinidade política e ideológica entre Donald Trump e magnatas proprietários de empresas de tecnologia, como Mark Zuckerberg, dono da Meta, e Elon Musk, proprietário do X. Dessa forma, uma regulamentação mais severa das redes sociais no território brasileiro pode ser interpretada em Washington como um novo foco de conflito. O governo norte-americano já havia aplicado uma sobretaxa de 25% sobre a importação de mercadorias brasileiras sob a alegação de práticas comerciais desleais, apontando motivos como o Pix, o acesso ao mercado de etanol e o combate à pirataria e ao desmatamento. Com essa medida, a promessa de política doméstica pode se converter em um teste para as relações diplomáticas com os Estados Unidos.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/a-guerra-anunciada-de-lula-contra-a-meta-de-mark-zuckerberg-e-outras-big-techs/

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