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Maria Corina Machado retorna à Venezuela e desafia estratégia dos EUA

O retorno da líder opositora Maria Corina Machado à Venezuela altera o cenário político do país e desafia o plano de transição articulado por Washington.

Redação•31 de out. de 2026, 07:30
Maria Corina Machado retorna à Venezuela e desafia estratégia dos EUA
Imagem: site

Maria Corina Machado retorna à Venezuela e desafia estratégia dos EUA

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O retorno da principal líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, ao território nacional representa um desafio direto ao plano de transição elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. A presença da opositora impõe pressão sobre a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, e intensifica as tensões no setor do chavismo que a apoia, o qual parecia avançar sem grandes sobressaltos após a derrubada de Nicolás Maduro.

A reaparição de Machado ocorreu na igreja Santa Rosa de Barquisimeto, localizada no centro-oeste da Venezuela. O acontecimento altera a dinâmica política que se formou após a operação militar de 3 de janeiro, responsável por capturar Maduro. Em troca da manutenção no poder, o chavismo — amparado por Washington — promoveu reformas legais, soltou dezenas de presos políticos, autorizou a volta de exilados e garantiu a uma empresa ligada ao Pentágono acesso privilegiado às reservas de petróleo venezuelanas.

Segundo fontes próximas ao círculo de Machado, a relação com Washington permanece abalada, mas não rompida, com os Estados Unidos sendo vistos como o principal aliado estratégico. No entanto, os interesses de Washington em um marco institucional estável colidiam com a urgência da opositora de retomar a iniciativa política após mais de dois anos divididos entre a clandestinidade e o exílio. A decisão de retornar ganhou força após os terremotos de 24 de janeiro, apesar das recomendações contrárias de Washington por motivos de segurança.

Pedro Urruchurtu, diretor de relações internacionais do partido Vente Venezuela, apontou em comunicado divulgado no domingo (25) que tentativas anteriores de retorno haviam sido barradas pelo bloqueio do regime a partir do Panamá, onde Machado passou as últimas semanas. Uma fonte próxima à dirigente afirmou que a prioridade foi agir com autonomia, sem consultar previamente os Estados Unidos. Enquanto o presidente Donald Trump declarou à CNN que não estava a par da volta da opositora, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, publicou na rede social X que as condições para o retorno seguro decorrem de conversas de reconciliação apoiadas por Washington.

A equipe do Vente Venezuela informou que o objetivo do retorno é colaborar na construção de um acordo nacional amplo e plural para fomentar a democracia, os direitos humanos e a prosperidade. Por enquanto, Machado não integra a mesa de negociações patrocinada por Washington, mas declarou que avaliará o processo com base nos resultados e não criará obstáculos aos esforços em curso.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/analise-maria-corina-machado-retorna-a-venezuela-e-desafia-plano-dos-eua/

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