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Trump aumenta pressão sobre a Ucrânia e se reaproxima de Putin

Donald Trump intensifica pressão sobre a Ucrânia, busca aproximação com Vladimir Putin e articula tratativas de paz para o conflito.

Redação•31 de out. de 2026, 08:30
Trump aumenta pressão sobre a Ucrânia e se reaproxima de Putin
Imagem: site

Trump aumenta pressão sobre a Ucrânia e se reaproxima de Putin

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As negociações diplomáticas para tentar encerrar a guerra na Ucrânia, que se aproxima de cinco anos de duração, voltaram a avançar nos últimos dias. Representantes de Moscou, Kiev e do governo de Donald Trump preparam-se para uma reunião em Abu Dhabi daqui a duas semanas, oito meses após o último encontro entre as delegações. No entanto, o cenário é marcado pela aproximação entre o presidente americano e Vladimir Putin, a quem Trump tem feito diversos afagos, deixando o aliado Volodymyr Zelensky em segundo plano.

Está previsto outro encontro entre Trump, Putin e o mandatário chinês Xi Jinping no Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, marcado para ocorrer entre 17 e 19 de novembro. Zelensky não recebeu convite para o evento. O objetivo de Trump seria reunir os líderes russo e ucraniano no fórum do G20, em dezembro, para buscar um acordo de paz.

Enquanto isso, a Casa Branca adota medidas voltadas ao cenário político interno, visando as eleições legislativas de meio de mandato na próxima terça-feira, 3. O presidente americano atropelou leis aprovadas pelo Congresso que previam sanções a Moscou e fechou um acordo para importar 2 milhões de barris de diesel russo, liberando outros países a fazerem o mesmo, com o intuito de reduzir os preços dos combustíveis e conter a inflação para os eleitores. A decisão também representou o abandono do acordo de restrições comerciais à Rússia firmado com os europeus.

“Como a medida não afeta de forma significativa o mercado energético, ela se presta mais a agradar eleitores republicanos e fazer pressão sobre a Ucrânia”, avalia Reed Blakemore, do think tank Atlantic Council.

A pressão sobre Kiev ganhou força em 11 de outubro com o anúncio unilateral de um cessar-fogo energético por parte de Trump, projetado para proteger refinarias russas e proibir a Ucrânia de usar ataques de drones de longo alcance contra essas instalações. Diante da recusa de Zelensky em acatar a decisão, o front ucraniano sofreu impactos tecnológicos. A velocidade do sinal da rede de satélites Starlink, da SpaceX — pertencente a Elon Musk —, despencou, e centenas de aeronaves caíram. Embora a Casa Branca tenha negado um boicote, Musk admitiu que a restrição na rede foi intencional, justificando que Kiev violou os termos de uso.

A pressão seguiu com declarações de Trump defendendo a troca no comando do país. “Acho que é hora de a Ucrânia ter um novo presidente”, declarou, pedindo a substituição de Zelensky por alguém capaz de fechar um acordo.

Os termos colocados à mesa para o fim do conflito continuam desfavoráveis para a Ucrânia, incluindo a entrega de cerca de 25% do território, o abandono do plano de integrar a Otan, a reativação do gás russo para a Europa e o alívio geral das sanções. “Trump considera a Ucrânia a parte mais fácil de fazer ceder em uma guerra incômoda que ele passou a tratar como problema essencialmente europeu”, analisa Stefan Wolff, especialista em segurança internacional da Universidade de Birmingham.

No campo de batalha, a Rússia intensificou a produção de mísseis balísticos e emprega drones mais rápidos para colapsar os serviços essenciais de grandes cidades ucranianas antes do inverno. “Suspender as sanções contra a Rússia só faz dar mais fôlego à guerra”, protestou Kaja Kallas, chefe da diplomacia da União Europea.

Putin afirmou que não interromperá os ataques durante as negociações, embora tenha concordado, na terça-feira 27, com um cessar-fogo pontual mediado por Melania Trump na pequena cidade de Oleshky, viabilizando um corredor humanitário para a retirada de civis.

Fonte: https://veja.abril.com.br/mundo/trump-aumenta-a-pressao-sobre-a-ucrania-e-faz-afagos-em-serie-a-putin/

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