O mercado financeiro diminuiu suas projeções para a inflação e reduziu a expectativa de alta da atividade econômica para este ano. As informações foram divulgadas no Boletim Focus desta segunda-feira (26) pelo Banco Central (BC), com base em um levantamento realizado na semana anterior com mais de cem instituições financeiras.
A diminuição na estimativa inflacionária ocorre mesmo diante da persistência do conflito no Oriente Médio, fator que impulsiona os valores do petróleo e apresenta potencial para pressionar a inflação no país por meio do encarecimento dos combustíveis.
Projeções de inflação e PIB
As projeções para o IPCA registraram os seguintes patamares:
- 2026: a estimativa recuou de 5,22% para 5,19%;
- 2027: a expectativa subiu de 4,32% para 4,34%;
- 2028: a previsão permaneceu inalterada em 3,75%;
- 2029: a estimativa continuou em 3,50%.
Desde o início de 2025, o sistema de meta contínua busca manter a inflação em 3%, considerando cumprido o objetivo se o índice oscilar entre 1,50% e 4,50%. O Banco Central aponta que uma desaceleração da economia integra a estratégia para conter pressões inflacionárias.
No que tange ao Produto Interno Bruto (PIB), o mercado financeiro reduziu a estimativa de crescimento deste ano de 1,83% para 1,80% na semana passada. Em 2025, o indicador havia registrado alta de 2,3%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2027, a projeção de crescimento do PIB passou de 1,32% para 1,31%.
Taxas de juros e câmbio
As estimativas para a taxa Selic ao término de 2026 permaneceram em 13,25% ao ano, patamar que embute duas novas reduções até o encerramento do período, visto que a taxa atual se encontra em 13,75% ao ano após cinco cortes consecutivos neste ano. Para o fechamento de 2027, a projeção caiu de 12% para 11,75% ao ano, enquanto para o final de 2028 a expectativa dos analistas recuou de 10,50% para 10% ao ano.
Em relação à taxa de câmbio, a estimativa para o fim deste ano diminuiu de R$ 5,13 para R$ 5,05 por dólar. Para o fechamento de 2027, a projeção dos economistas bancários passou de R$ 5,22 para R$ 5,15 por dólar.