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Rafael Fonteles surge entre cotados para o Ministério da Fazenda

Governador do Piauí, Rafael Fonteles é apontado como nome cogitado para o Ministério da Fazenda em eventual novo mandato de Lula.

Redação•27 de out. de 2026, 00:30
Rafael Fonteles surge entre cotados para o Ministério da Fazenda
Imagem: site

Rafael Fonteles surge entre cotados para o Ministério da Fazenda

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O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), foi citado como um nome surpreendente cogitado para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi apontada pelo editor de Política de VEJA, José Benedito da Silva, durante o programa VEJA em Foco, apresentado por Livia Raick.

De acordo com a análise, Fonteles ganhou projeção política e ampliou seu espaço ao lado de Lula na reta final da campanha presidencial. A menção ao governador ocorre em meio às discussões sobre a futura equipe econômica e os desafios fiscais previstos para 2027.

Outros nomes cotados para a equipe econômica

Além de Rafael Fonteles, o editor mencionou outros nomes que circulam como possibilidades para a pasta da Fazenda, incluindo Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, Dario Durigan e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Desafios fiscais e o Orçamento de 2027

A escolha do novo ministro terá peso especial devido às dificuldades fiscais projetadas para 2027. O jornalista alertou que o próximo mandato iniciará sob pressão para reorganizar as contas públicas, um cenário agravado pelas despesas decorrentes de medidas anunciadas durante a campanha.

Estimativas citadas apontam que os compromissos assumidos podem alcançar cerca de 400 bilhões de reais. “É urgente que se faça uma espécie de ajuste fiscal”, afirmou o editor, destacando que o governo precisará rever o Orçamento de 2027 por considerá-lo defasado diante das novas despesas.

No entanto, a necessidade de ajuste fiscal pode colidir com as expectativas da militância e dos eleitores mobilizados nas ruas e redes sociais durante as últimas semanas da campanha, que aguardam o cumprimento das promessas feitas. O próximo titular da pasta enfrentará dificuldades para fechar as contas e debater mudanças na política de gastos.

Relação com o Congresso

O cenário político também apresenta obstáculos adicionais. Segundo José Benedito da Silva, Lula precisará negociar com um Congresso com forte inclinação à direita. O fortalecimento da oposição elevará a dependência do governo em relação aos partidos do Centrão, que já indicaram disposição para negociar uma composição.

A principal dificuldade será conciliar o apoio parlamentar necessário com os compromissos de campanha voltados a jovens, mulheres e empreendedorismo. A montagem da equipe ministerial servirá como um dos primeiros testes para avaliar como essas promessas serão convertidas em ações práticas.

Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/o-nome-surpreendente-que-lula-pode-escolher-como-seu-novo-ministro/

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