O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta terça-feira (3) que os temas discutidos em sua agenda com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não dão margem para receios por parte do mercado brasileiro. A declaração ocorreu durante uma coletiva de imprensa, na qual o representante da pasta detalhou os planos da administração federal.
De acordo com o ministro, a gestão atual busca implementar um ajuste gradual que honre os compromissos assumidos durante a campanha. Segundo ele, a prioridade é manter a justiça para com as parcelas mais pobres da população e buscar a progressividade necessária dentro do sistema nacional.
Durigan também pontuou que o projeto apresentado no período de campanha visava contemplar as diversas classes e categorias do país, conciliando isso com uma evolução no cenário fiscal. O ministro classificou a meta como um grande desafio e ressaltou a importância de encontrar caminhos viáveis sem recorrer a narrativas simplistas.
Ajuste fiscal e contas públicas
Durante o encontro com jornalistas, o ministro comentou sobre o período recente e afirmou haver precipitação em relação aos diálogos de Lula com economistas, reforçando que o chefe do Executivo ainda não possui compromissos agendados com outros profissionais da área. Apesar do curto intervalo desde o fim das eleições em 25 de outubro e de processos ainda em andamento, Durigan garantiu o compromisso do governo federal com a trajetória de aprimoramento das contas públicas.
- Melhoria contínua do resultado primário, seguindo a linha adotada desde 2023;
- Avaliação rigorosa de políticas públicas vigentes, focada na aplicação eficiente do dinheiro público e na preservação de direitos;
- Atenção voltada para os investimentos estratégicos do país.
Outros temas da coletiva
Além das questões fiscais, o titular da Fazenda abordou outros tópicos de relevância econômica durante a entrevista:
- O envio de uma Medida Provisória (MP) sobre o imposto seletivo ao Congresso, prevista para esta terça-feira (3);
- A prorrogação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os segmentos empresariais impactados pelo imposto seletivo.
