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MPT registra 3.396 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026 e supera marca de 2022

Ministério Público do Trabalho registra 3.396 denúncias de assédio eleitoral em 2026, superando a marca de 2022.

Redação•30 de out. de 2026, 03:30
MPT registra 3.396 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026 e supera marca de 2022
Imagem: site

MPT registra 3.396 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026 e supera marca de 2022

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) contabilizou 3.396 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026, com dados atualizados até as 10h desta quinta-feira (29). O volume já supera o total registrado em todo o pleito de 2022. Somente no mês de outubro, foram computados cerca de 2,6 mil relatos, representando uma alta de aproximadamente 371% em relação a setembro, quando o órgão recebeu 552 notificações. O montante equivale a cerca de 77% de todas as queixas registradas no ano até o momento.

Durante os 29 dias de outubro, a média diária foi de aproximadamente 90 denúncias. São Paulo lidera o ranking nacional com 620 registros, seguido por Minas Gerais, com 351, e pelo Rio de Janeiro, com 252. Em comparação com 2018, o crescimento verificado é de 1.600%, visto que em 2022 o MPT havia registrado mais de 3.373 queixas.

De acordo com o MPT, 991 relatos foram feitos antes do primeiro turno e 946 entre o primeiro e o segundo turnos. Após o segundo turno, o indicador alcançou 1.459 denúncias até as 10h do dia 29 de outubro. O órgão lembra que o painel de dados é dinâmico e pode sofrer variações conforme novas ocorrências são cadastradas.

O avanço das notificações ocorre paralelamente a uma onda de publicações em redes sociais que incentivam demissões, recusas de contratação por preferência política e boicotes a empresas supostamente apoiadoras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito no domingo (25). Como resposta, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou na quarta-feira (28) uma força-tarefa nacional para fiscalizar denúncias de ameaças de demissão, perseguição e outras formas de assédio contra trabalhadores.

Além das atuações do MPT, a Justiça do Trabalho registrou 863 processos vinculados a assédio eleitoral no país desde maio de 2023, sendo 233 abertos apenas em 2026. O Painel Nacional de Monitoramento do Assédio Eleitoral (PNMAE) aponta que houve um incremento de 37% nas ações entre o primeiro e o segundo turno de outubro.

Para ampliar o alcance das orientações, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) iniciou o envio de mensagens informativas pela Carteira de Trabalho Digital, alertando sobre discriminação política e ameaças no ambiente corporativo.

O assédio eleitoral no ambiente de trabalho é caracterizado quando empregadores, gestores ou terceiros tentam coagir funcionários a votar ou apoiar candidatos por meio de ameaças de demissão, redução salarial, rebaixamento de cargo, distribuição de material de campanha ou imposição de eventos políticos. A prática é vedada pela Resolução CSJT nº 355/2023 e, para o pleito de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou a Resolução nº 23.755/2026, que proíbe expressamente a propaganda e o assédio eleitoral em locais de trabalho públicos e privados.

Pesquisas do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) apontam que o WhatsApp foi mencionado em 37% das ações como ferramenta de pressão política, enquanto as redes sociais apareceram em 14,5% dos casos.

O procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo Oliveira, pontuou que o assédio eleitoral põe a democracia em risco. O coordenador nacional do Coordigualdade do MPT, Igor Sousa Gonçalves, destacou que o alto índice de liminares favoráveis comprova a atuação célere da instituição na defesa da liberdade política dos empregados.

Trabalhadores que identificarem abusos podem realizar denúncias no MPT (via site ou aplicativo Pardal MPT), na Justiça do Trabalho, em centrais sindicais, no Ministério Público Eleitoral (MPE), no Ministério do Trabalho por meio do canal de Inspeção do Trabalho, na plataforma Fala.br, na Central Alô Trabalho (ligando para o número 158), nas Superintendências Regionais do Trabalho ou pelo Disque 100, serviço gratuito de Direitos Humanos.

Fonte: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2026/10/29/denuncias-de-assedio-eleitoral-no-trabalho-veja-como-denunciar.ghtml

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