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Análise aponta que saída de Flávio Bolsonaro para os EUA fragiliza a família

Aliados criticam viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos após derrota eleitoral, movimento que, segundo análise, enfraquece a posição da família na política.

Redação•28 de out. de 2026, 00:30
Análise aponta que saída de Flávio Bolsonaro para os EUA fragiliza a família
Imagem: site

Análise aponta que saída de Flávio Bolsonaro para os EUA fragiliza a família

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A viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas após a sua derrota nas eleições, gerou críticas e repercussão entre aliados. Reservadamente, integrantes do entorno do candidato derrotado relataram à CNN Brasil não compreender a decisão, com um deles chegando a classificá-la como “inaceitável”.

Em análise apresentada no programa CNN Prime Time, o analista de Política Caio Junqueira explicou que a saída de Flávio enfraquece tanto a sua própria imagem quanto a da família Bolsonaro de maneira geral. Segundo o especialista, o movimento de distanciamento já era percebido desde o domingo da derrota eleitoral, quando lideranças da direita começaram a sinalizar que a reorganização da oposição não passará por um nome da família nas urnas em 2030.

Reorganização da direita e o cenário político

Conforme destacou o analista, as lideranças de direita debateram intensamente a reorganização da oposição para o chamado “governo Lula 4” logo na segunda-feira seguinte ao pleito. “A saída do Flávio acaba reforçando esse movimento que a gente já vinha identificando depois de domingo à noite”, declarou Junqueira.

Com a saída de Flávio e o afastamento de cerca de 60 milhões de votos do tabuleiro político nacional, o cenário avaliado para os demais membros da família Bolsonaro apresenta restrições de mobilização:

  • Michelle Bolsonaro (PL-DF): Eleita para o Senado, é reconhecida como liderança perante os segmentos evangélico e feminino e chegou a ser cotada para a presidência, mas, segundo Junqueira, “por si só ela não consegue levar adiante essa ideia”.
  • Carlos Bolsonaro (PL): Também eleito para o Senado, não disporia de capacidade para uma mobilização partidária intensa.
  • Jair Renan (PL): Foi eleito deputado federal.
  • Jair Bolsonaro: Encontra-se em prisão domiciliar, e suas chances de obter liberdade — incluindo uma revisão criminal protocolada por seus advogados junto ao ministro Kassio Nunes Marques — tornaram-se mais difíceis após o resultado eleitoral.
  • Eduardo Bolsonaro: O ex-deputado federal já estava nos Estados Unidos. Sobre sua atuação, Junqueira questionou a capacidade de influência à distância: “Quantos deputados Eduardo Bolsonaro elegeu? Quantos prefeitos Eduardo Bolsonaro tem? É muito difícil você fazer política estando distante da forma como ele está”.

Diante desse panorama, a avaliação aponta que o caminho fica pavimentado para a reorganização da direita com o eleitorado bolsonarista, porém sem contar com uma liderança direta da família Bolsonaro para puxar o movimento de oposição.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/analise-fuga-de-flavio-fragiliza-posicao-dos-bolsonaro/

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