Os contratos futuros do petróleo encerraram as negociações em alta na sexta-feira (30), impulsionados pelas incertezas em torno das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, além dos riscos geopolíticos envolvendo a Arábia Saudita e os rebeldes houthis que ameaçam a infraestrutura energética da região.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o petróleo Brent com vencimento para janeiro registrou valorização de 2,37%, o equivalente a um acréscimo de US$ 2,63, fechando cotado a US$ 113,43 o barril. Na Nymex, o petróleo WTI para dezembro avançou 2,08%, somando US$ 2,12 e encerrando a US$ 104,12 o barril.
No balanço semanal, o Brent acumulou alta de 1,55%, enquanto o WTI subiu 0,82%. No acumulado do mês, as variações expressivas atingiram 15,70% para o Brent e 15,15% para o WTI.
Conforme informações da agência Reuters, mediadores do Catar retornaram ao Irã na sexta-feira com o objetivo de destravar um entendimento entre Teerã e Washington, enquanto continuam os ataques a embarcações no Estreito de Ormuz. Em um dos episódios recentes relatados pela Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), um navio-tanque pegou fogo após uma pequena embarcação fixar dois explosivos em seu casco durante o trânsito pelo Estreito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou pela manhã que o conflito com o Irã terminará em breve "de um jeito ou de outro". Em entrevista, o líder republicano enfatizou a necessidade de obter garantias de que o governo iraniano jamais desenvolverá armas nucleares.
Também no cenário regional, a coalizão liderada pela Arábia Saudita comunicou a interceptação e destruição de um drone lançado pelos rebeldes houthis do Iêmen, facção apoiada pelo Irã.
Especialistas do banco MUFG avaliaram que as cotações do petróleo devem manter uma trajetória de alta até que o cenário geopolítico apresente maior clareza. Analistas apontam o período posterior às eleições de meio de mandato nos EUA, na próxima semana, como um momento crítico para uma potencial deterioração da segurança na região.
As pressões geopolíticas globais também foram intensificadas por acusações do Kremlin de que a Ucrânia teria ignorado o pedido de Trump para cessar os ataques contra refinarias de petróleo russas.
