O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado após ser reeleito no domingo (25) em um hotel situado na região da Avenida Paulista, em São Paulo, destacou-se pela transformação nas figuras que circundavam o mandatário durante sua declaração.
Na primeira manifestação pública após ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, Lula foi rodeado por nomes tradicionais, incluindo ex-ministros e principais candidatos. No palanque erguido após a votação de 4 de outubro, a linha de frente contou com integrantes do círculo mais próximo do presidente:
- Edinho Silva, presidente nacional do PT (Partido dos Trabalhadores);
- Sidônio Palmeira, ministro da Secom (Secretaria de Comunicação);
- Rosângela Janja Lula da Silva, primeira-dama;
- Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
- Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente;
- Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento e Indústria;
- Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda;
- Aloizio Mercadante, presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico Social).
Dentre os nomes citados, apenas Janja, Padilha e Mercadante continuaram na fotografia do palanque no discurso do segundo turno. Aqueles que sofreram derrotas nas urnas perderam visibilidade, a exemplo de Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet, que atuaram em São Paulo no decorrer do segundo turno.
Adicionalmente, a composição do grupo apresentou um perfil mais jovem. Marcaram presença o ex-prefeito de Recife João Campos (PSB), a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e o deputado federal eleito Guilherme Cortez (PSOL-SP), que percorreu o país mobilizando o público universitário e LGBTQIAPN+ ao lado de parlamentares recém-eleitas como as deputadas federais Ana Elisa (PT-MG), Ana Júlia Ribeiro (PT-PR) e Luna Zarattini (PT-SP).
O deputado André Janones (Rede-MG), administrador do grupo "Exército do Lula", garantiu espaço ao lado de Lula e recebeu elogios do chefe do Executivo durante o pronunciamento. Na parte de trás do palanque, esteve o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que assumiu a interlocução com torcidas organizadas após a proibição das bets pelo presidente, além de dialogar com motoqueiros e trabalhadores por aplicativo após a promulgação do programa Move Brasil, iniciativa que disponibiliza linhas de crédito para profissionais do transporte adquirirem veículos zero-quilômetros.
Representantes da região Nordeste, como Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí — cotado para o Ministério da Fazenda e responsável por presentear Lula com seu primeiro celular —, integraram a retaguarda do discurso. Fonteles e o senador Camilo Santana (PT-CE) integraram a linha de frente da campanha após o desfecho do primeiro turno e conquistaram a confiança de Lula, conforme apuração da CNN Brasil. Santana figura entre os cotados para assumir a pasta da Casa Civil.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ausente nos postos de destaque após o primeiro turno, ocupou espaço ao lado do presidente acompanhado de sua esposa, Lúcia Alckmin. O ex-governador de São Paulo exerceu a função de angariar votos no interior paulista. A senadora eleita por Pernambuco, Marília Arraes (PDT), também obteve evidência.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/eleicoes/lula-altera-aliados-nos-palanques-do-1o-e-2o-turno/
