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Redes estrangeiras de fast-food avançam e planejam expansão no mercado brasileiro

Redes internacionais de fast-food aceleram planos de expansão e novas entradas no mercado brasileiro, apostando em parcerias e adaptações ao paladar local.

Redação•01 de nov. de 2026, 09:30
Redes estrangeiras de fast-food avançam e planejam expansão no mercado brasileiro
Imagem: site

Redes estrangeiras de fast-food avançam e planejam expansão no mercado brasileiro

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O mercado brasileiro de alimentação rápida atrai novos investimentos de marcas estrangeiras de fast-food, que planejam a abertura de centenas de unidades no país. O movimento ocorre em meio a desafios enfrentados por redes tradicionais locais, a exemplo do Grupo Gennius, detentor de Habib's e Ragazzo, que protocolou pedido de recuperação judicial em agosto deste ano com dívidas estimadas em cerca de 265 milhões de reais.

Um levantamento da consultoria Acorn Advisory contabilizou trinta operações de fusões, aquisições, mudanças de controle e parcerias no setor entre o final de 2016 e outubro de 2026. Segundo Vitor Lourencini, vice-presidente da Acorn, a expectativa de redução dos juros e o espaço disponível para novas lojas estimulam o interesse internacional. Enquanto os Estados Unidos registram uma unidade do McDonald's para cada 22 000 habitantes, no Brasil essa proporção é de uma para 170 000, o que aponta potencial de adensamento para executivos e analistas do setor.

Entre as chegadas programadas está a da rede americana Shake Shack, que planeja estrear no Brasil em 2027 com foco inicial em São Paulo. A operação será realizada em parceria com a Bold Hospitality Company, mesma empresa que opera o Outback, com uma meta de quarenta unidades até 2036. Michael Kark, presidente de licenciamento global da marca, destacou a receptividade do país à gastronomia. Já a Papa Johns, rede de pizzas com mais de 5 500 restaurantes em cerca de cinquenta países e territórios, busca um parceiro local financeiramente capacitado para iniciar sua atuação no estado de São Paulo.

Parcerias com empresas locais têm sido o caminho escolhido por marcas como a Krispy Kreme, especializada em donuts, que desembarcou no país em 2025 associada à AmPm, rede de lojas de conveniência da Ipiranga. Com onze pontos de venda inaugurados — incluindo a primeira unidade na Avenida Juscelino Kubitschek, em São Paulo —, a marca adaptou o cardápio com sabores como doce de leite e açúcar com canela. João Marçola, CEO da Krispy Kreme Brasil, aponta a necessidade de aproximação com a realidade local, estratégia distinta de tentativas passadas malsucedidas de marcas como Wendy's e Dunkin' Donuts, que deixaram o país em anos anteriores.

No segmento de sanduíches, a Firehouse Subs inaugurou 21 restaurantes em shopping centers da região metropolitana de São Paulo em pouco mais de um ano e projeta atingir 500 unidades em uma década, com planos de expansão para lojas de rua e outras regiões em 2027. Iuri Miranda, CEO da operação brasileira, aponta que o mercado de alimentação ainda é pulverizado e carece de grandes redes em certas categorias. Por sua vez, a chinesa Mixue aposta em sorvetes, chás e bebidas de baixo custo, tendo aberto quatro lojas em São Paulo em 2026 e iniciado os preparativos para atuar no Rio de Janeiro, com adaptações sazonais focadas em chocolate e frutas tropicais.

Para Gabriel Uarian, analista-chefe da assessoria de investimentos Cultura Capital, a perda de espaço de marcas tradicionais reflete a dificuldade em acompanhar novos hábitos de consumo, como a relevância do delivery e a necessidade de atualização constante frente a concorrentes mais ágeis.

Fonte: https://veja.abril.com.br/economia/a-invasao-no-fast-food-os-gringos-que-querem-abocanhar-o-mercado-brasileiro/

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