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Tarcísio negocia espaço para aliados após coligação com 10 partidos em SP

Reeleito em primeiro turno com apoio de dez partidos, o governador Tarcísio de Freitas iniciou articulações para reorganizar o secretariado de São Paulo e acomodar aliados.

Redação•02 de nov. de 2026, 17:30
Tarcísio negocia espaço para aliados após coligação com 10 partidos em SP
Imagem: site

Tarcísio negocia espaço para aliados após coligação com 10 partidos em SP

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Reeleito ainda no primeiro turno com o respaldo de dez partidos, o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deu início às tratativas para reestruturar seu secretariado. O objetivo é acomodar as legendas que compuseram sua coligação eleitoral por meio de diálogos com representantes de diferentes siglas, o que deve provocar alterações em setores da administração estadual.

As negociações políticas no Palácio dos Bandeirantes são conduzidas por Roberto Carneiro (Republicanos), responsável pela Secretaria de Governo e Relações Institucionais. Ele retomou o comando da pasta após se afastar temporariamente para atuar na coordenação da campanha de reeleição de Tarcísio.

Desde que reassumiu o cargo, Carneiro retomou o diálogo com dirigentes das siglas aliadas para debater a formatação da próxima administração. A remodelação deve abranger pelo menos três pastas governamentais para contemplar os parceiros políticos: Turismo e Viagens, Esportes, e Políticas para a Mulher. Informações de fontes apontam que a liderança da Secretaria da Saúde também passará por troca.

Segundo aliados, a diretriz estabelecida pelo governador é a preservação do perfil técnico tanto no secretariado quanto em demais nomeações, mesmo quando oriundas de indicações de partidos políticos.

Negociações com federação União-PP e situação do PSD

Uma das articulações envolve a federação União-PP. Conforme relatos de fontes do Palácio dos Bandeirantes, Carneiro deve se reunir com dirigentes de ambas as legendas, que compõem a base de sustentação do governador. A previsão é que as tratativas avancem nas semanas seguintes para definir as vagas destinadas aos aliados na máquina pública estadual.

Por outro lado, o PSD (Partido Social Democrático) figura nas discussões por um motivo diferente: a perspectiva de perda de espaço. A sigla liderada por Gilberto Kassab acumulou posições de relevo durante o primeiro mandato. O próprio governador já descartou a entrada pessoal de Kassab na nova equipe de secretários, conforme declaração concedida ao jornal Estadão.

O partido atravessa um distanciamento político do grupo de Tarcísio iniciado no começo do ano, quando Kassab se desligou do governo paulista com o intuito de direcionar esforços para a articulação nacional da legenda e para a pré-campanha presidencial de Ronaldo Caiado. O desgaste na relação resultou no pedido de exoneração do dirigente antes mesmo de uma reunião com o chefe do Executivo estadual, de acordo com fontes.

Espaço para Ricardo Salles

Outro nome cotado para compor a gestão no segundo mandato é o de Ricardo Salles (Novo). Ele abriu mão da disputa por uma vaga ao Senado por São Paulo na sequência de um pacto político com Tarcísio. Conforme interlocutores ouvidos pela CNN Brasil, o ex-ministro do Meio Ambiente poderá ser designado para uma função de alto escalão na próxima administração.

Além de resguardar nomes técnicos avaliados como essenciais pelo governador, a composição da nova equipe governamental considerará a representatividade e o peso político das legendas que integraram a coligação vitoriosa na eleição.

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/apos-coligacao-com-10-partidos-tarcisio-negocia-espaco-para-aliados/

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